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Cidades

Campo Grande e Corumbá mantêm curva acelerada e MS volta ao alerta vermelho

Atualização do modelo feito a pedido do consórcio de veículos da imprensa indica que MS não está com a curva estabilizada

Por Izabela Sanchez | 11/08/2020 10:32
Reprodução do mapa fixado na Folha de São Paulo mostra que MS voltou ao vermelho nesta terça-feira (11) (Imagem: Reprodução/Folha)
Reprodução do mapa fixado na Folha de São Paulo mostra que MS voltou ao vermelho nesta terça-feira (11) (Imagem: Reprodução/Folha)

Cálculo desenvolvido por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) mostra que Mato Grosso do Sul voltou ao “vermelho” nesta terça-feira (11). O modelo analisa o crescimento da curva de contágio do novo coronavírus em período de 30 dias e é utilizado por um consórcio de veículos da imprensa.

Conforme mostra a Folha de São Paulo nesta terça, o estado não está com aumento de casos considerado “estável”. Ontem, segunda-feira (10), o mesmo levantamento indicava que Mato Grosso do Sul ainda registrava aumento diário da covid-19, mas havia apresentado estabilidade na curva por dois dias seguidos, marcado pela cor "amarela".

Hoje, o cenário já regrediu, conforme os números atualizados no início da manhã. Esse cenário, ainda assim, foi baseado no boletim divulgado no final da manhã de segunda-feira pela secretaria estadual de saúde.

Os números, fixados no site do jornal com mapa que permite ver, em tempo real, a classificação de estados e cidades, indicam que Mato Grosso do Sul se mantém no vermelho pelo número de casos diários em Campo Grande. Além da Capital, Corumbá, a 419 km de Campo Grande, na região do Pantanal, também está "no vermelho".

Na segunda, o estado já acumulava 31.739 casos de covid-19 e 523 óbitos confirmados pela secretaria estadual. Com base em dados divulgados ontem pelo boletim estadual, a Folha aponta 184 mortes pela doença em Campo Grande e 58 em Corumbá.

No mapa, circulada, Campo Grande apresenta curva acelerada e, junto com Corumbá, "puxa" a curva de Mato Grosso Sul (Imagem: Reprodução/Folha de São Paulo)
No mapa, circulada, Campo Grande apresenta curva acelerada e, junto com Corumbá, "puxa" a curva de Mato Grosso Sul (Imagem: Reprodução/Folha de São Paulo)

O modelo foi criado pelos pesquisadores Renato Vicente e Rodrigo Veiga, analisa o crescimento através dos números divulgados diariamente e usa o parâmetro de 30 dias, considerado mais “sólido” do que períodos curtos, conforme pontua a Folha.

Apesar da situação ainda preocupante, acordo entre Prefeitura de Campo Grande, Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul e MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul decidiu por não adotar a restrição total de circulação, o chamado lockdown, desfecho judicial que ocorreu na noite de segunda-feira (10).

Com intermediação do juiz Ariovaldo Nantes Correa, foi pactuado novos termos de restrição. O Campo Grande News apurou que os termos estão sendo construídos pela prefeitura, por meio da Procuradoria Geral do Município, em contato com o MPMS. Decreto em elaboração vai trazer as providências, valendo para as próximas duas semanas.