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Cidades

Campo Grande segue orientação do Estado e continuará vacinando adolescentes

O calendário não terá alteração até segunda ordem da Secretaria Estadual de Educação

Por Ângela Kempfer | 16/09/2021 16:49
Adolescente vacinado no Guanandizão, em Campo Grande. (Foto: Marcos Maluf)
Adolescente vacinado no Guanandizão, em Campo Grande. (Foto: Marcos Maluf)

Seguindo orientação da Secretaria Estadual de Saúde, Campo Grande seguirá com a imunização de adolescentes, apesar do governo federal pedir a suspensão da vacina para esse grupo.

A Capital já está bem adiantada em relação ao restante do País e, caso siga o mesmo ritmo de imunização desta semana, nesta sexta-feira deve avançar para a segunda dose de estudantes que tomaram a primeira até 16 de agosto.

No Brasil, das capitais que já tomaram partido nessa discussão, além de Campo Grande, Distrito Federal, Aracaju (SE), Goiânia (GO), Manaus (AM), Rio Branco (AC), São Luís (MA), Vitória (ES), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Porto Velho (RO), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Fortaleza (CE) e Rio de Janeiro (RJ) decidiram manter a vacinação na faixa etária de 12 a 17.

Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Maceió (AL), Cuiabá (MT), Natal (RN) e Salvador (BA) resolveram suspender a imunização. Curitiba (PR) nem sequer abriu a vacinação para esse grupo.

O Ministério da Saúde pede que apenas adolescentes com comorbidades sejam imunizados a partir de agora.

Já a Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul avalia que a decisão do Ministério da Saúde foi tomada de forma isolada, sem discussão com o Conass (Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Saúde), Conasems (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde), além de não consultar sociedades de infectologia, pediatria e imunologia. "Especialistas não foram ouvidos", completa.

Segundo o secretário Geraldo Resende, o próprio Cosems-MS (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso do Sul) já está ciente e concorda com a manutenção de vacinas a esses grupos.

"Há uma reação dos secretários em todo o País para que a gente cobre do Ministério, que possa reavaliar essa decisão, para não trazer mais um ingrediente que preste desserviço à imunização no País", explica o secretário de Saúde, Geraldo Resende.



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