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Cidades

Com 500 mil doses em MS, secretário diz que é “vergonhoso" não buscar reforço

Titular da Saúde, Geraldo Resende também ressaltou falta de doses da Janssen no Estado

Por Guilherme Correia | 22/11/2021 11:37
Ponto de vacinação montado em Campo Grande, vazio. (Foto: Kísie Ainoã)
Ponto de vacinação montado em Campo Grande, vazio. (Foto: Kísie Ainoã)

O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, afirmou hoje em transmissão que Mato Grosso do Sul possui cerca de 500 mil doses de vacina contra a covid-19 em estoque, e que a parte da população que ainda não buscou o imunizante tem atrasado o processo de cobertura vacinal no Estado.

Na coletiva, ele destacou também que aproximadamente 237 mil doses da Janssen ainda precisam vir ao território sul-mato-grossense, já que o Ministério da Saúde preconiza duas doses - segunda e terceira - a quem recebeu o antígeno dessa patente. Vale lembrar que, por Lei, a União tem obrigação de fornecer tais fármacos.

Ele ressaltou que tem cobrado o ministério para que faça a aquisição de tais imunizantes, e que espera imunizar toda a população do Estado até o final deste ano. “Vacinas, temos em quantidade, mas precisamos aguardar Ministério da Saúde encaminhar as vacinas de reforço da Janssen".

É preciso procurar as unidades de saúde. Temos pouco avanço na imunização. É vergonhoso a gente levantar outubro e novembro e verificar que os números etão muito abaixo do desejável. Precisamos, mais uma vez, chamar a atenção para a dose de reforço”.

Resende explica que algumas cidades pequenas já têm registrado aumento de casos, assim como aldeias indígenas, ainda que, segundo ele, estão sendo controlados. "Se não fizermos aquilo que é tarefa de cada um fazer, que é procurar se imunizar [...], haveremos de dar um campo largo e fértil para o vírus circular novamente".

“Muita gente acha que a doença passou, que já vencemos o coronavírus, que podemos voltar a vida normal. E não podemos fazer isto, sob pena de acontecer aqui no Estado de Mato Grosso do Sul, ou no Brasil, o que está acontecendo em várias partes do mundo, principalmente na Europa, que neste momento, enfrenta novas ondas da covid-19".

Atualmente, vacinas estão em maior disponibilidade à população. (Foto: Kísie Ainoã)
Atualmente, vacinas estão em maior disponibilidade à população. (Foto: Kísie Ainoã)

Campanha de vacinação - O secretário ressalta que já entrou em contato com secretários municipais de Saúde para realizar uma “semana de intensificação” da campanha de vacinação no Estado. "Estou colocando aqui que vamos ter iniciativa em todo o Mato Grosso do Sul, de fazer uma ampla campanha de mobilização para a vacinação”.

Resende pede que quem já pode receber a segunda ou terceira dose, busque o imunizante o quanto antes, para garantir a máxima proteção contra a covid. Além disso, ele salienta que muitos idosos estão sem reforço. “Ou não estão indo nas unidades por conta própria, ou seus filhos não estão querendo preservar suas vidas”, pontuou.

O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, em coletiva (Foto: Reprodução)
O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, em coletiva (Foto: Reprodução)

“Em cada casa, que tem um idoso acima dos 60 anos, que tem um tio, um avô, a pessoa não o levando, está contribuindo para colocar sua vida em risco. É importante, a gente, no mínimo, atingir 90% desse contingente populacional", diz o titular da SES. "Os não vacinados colocam em risco todo um trabalho feito ao longo desses dois anos", completa.

Em relação aos adolescentes, ele tem sido mais otimista, já que 78,5% receberam a primeira dose e que a busca ativa pode ser feita dentro das escolas públicas. “Acredito que está muito próximo, fazer com que todos os adolescentes tenham pelo menos duas doses. Dá para avançar e ficarmos com tranquilidade".

Há semanas, o Estado não consegue chegar a 70% de imunizados. O Campo Grande News já apurou que a campanha desacelerou, mesmo em meio à maior disponibilidade de doses. Apenas em relação aos idosos, quase a metade (48%) não recebeu o reforço e aproximadamente 58% dos adolescentes, de 12 a 17 anos, não tomaram a segunda dose.

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