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Cidades

Com imóvel disponível, entidades voltam a discutir criação de casa LGBTQIA+

Grupo de trabalho irá construir plano de ação para implementação de programa estadual

Por Fernanda Palheta | 17/05/2024 17:34
Grupo de trabalho irá discutir criação de Casa LGBTQIA+ em Mato Grosso do Sul (Foto: Divulgação)
Grupo de trabalho irá discutir criação de Casa LGBTQIA+ em Mato Grosso do Sul (Foto: Divulgação)

A SPU/MS (Superintendência do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul) disponibilizou um imóvel para sediar a primeira casa atendimento e acolhimento às pessoas LGBTQIA+ em Mato Grosso do Sul. O imóvel localizado na Rua Dr. Temístocles, na Esplanada Ferroviária de Campo Grande, retomou a discussão para criação do espaço de referência.

Nesta quinta-feira (16), representantes do Governo Federal, do Estado, da Prefeitura, da Câmara Municipal, da Assembleia Legislativa, do Conselho Estadual LGBTQIA+, Defensoria Pública do Estado, Defensoria Pública da União sociedade civil se reuniram e criaram um grupo de trabalho para a construção de um plano de ação e programa com base em experiência de outros estados.

O superintendente do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul, Tiago Botelho, aponta que essa é um pedido antiga. “Essa demanda existe desde os anos 2000 e nunca saiu do papel por homofobia. Mato Grosso do Sul é um dos estados líderes de violência e não tem espaço de cidadania ou acolhimento das pessoas LGBTQIA+”, disse. “Entendemos que as vidas LGBTQIA+ possuem direitos e merecem respeito. O MS precisa deixar de ser um dos estados que mais violenta essa população”, completou.

O subsecretário de Políticas Públicas para População LGBTQIA+, Vagner Campos, enfatizou que a demanda é importante e já vem sendo discutida na esfera estadual. “Temos que viabilizar o estudo de implementação, de experiência dessa casa de acolhimento em outras capitais. O que precisamos, a partir de agora, é construir com a sociedade civil e desenhar os próximos passos”, apontou Vagner.

Coordenadora Municipal de Políticas Públicas para População LGBTQIA+, Cris Stefany falou da necessidade de criar um espaço de acolhimento temporário. Hoje o município dispõe apenas de unidades que atendem pessoas em situação de rua, em casos de extrema vulnerabilidade ou ainda via parcerias com internações em comunidades terapêuticas, no caso de LGBTQIA+ com dependência química.

Também participaram da reunião representantes da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul), UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) e IPHAN (Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional).

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