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Cidades

Conselheiros ainda estão sem tornozeleira e defesa se articula

Responsável pelo pedido de monitoramento eletrônico, a Polícia Federal disse que não dará informações

Lucia Morel | 10/12/2022 08:56
Viatura da Polícia Federal durante deflagração da Operação Terceirização de Ouro no dia 8 de dezembro. (Foto: Marcos Maluf)
Viatura da Polícia Federal durante deflagração da Operação Terceirização de Ouro no dia 8 de dezembro. (Foto: Marcos Maluf)

Mesmo com autorização para uso de monitoramento eletrônico, os três conselheiros do TCE/MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul) afastados – Waldir Neves, Iran Coelho e Ronaldo Chadid – ainda estão sem o equipamento. A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) informou que ainda não foi oficiada para realizar a medida cautelar.

Eles são alvo, junto com a empresa Dataeasy Consultoria e Informática Ltda, de investigação da Polícia Federal na Operação Terceirização de Ouro, deflagrada na última quinta-feira.

Houve pedido de prisão dos conselheiros, mas o ministro Francisco Falcão, relator do caso no STJ (Superior Tribunal de Justiça), acatou pedido do MPF (Ministério Público Federal) que orientou a medida cautelar de monitoramento eletrônico.

Diretor da agência, Aud de Oliveira Chaves informou que nenhum ofício havia sido encaminhado ao órgão até ontem e hoje, conforme assessoria de imprensa, apenas a Polícia Federal pode passar informações sobre os encaminhamentos da determinação de colocação de tornozeleira.

Em nota, entretanto, a PF informou que não dará detalhes do caso. “A política editorial de divulgação de informações oficiais da PF veta, em qualquer hipótese, a divulgação de imagens de alvos, réus ou informações pessoais que possam identificar pessoas ou empresas. De acordo com a Lei nº 13.869/19 – Lei do Abuso de Autoridade”.

A reportagem entrou em contato com o advogado André Borges, que atua na defesa do conselheiro Iran Coelho. Por se tratar de procedimento sigiloso, ele informou que não dará informações, se limitando a dizer que já teve acesso aos autos. “Estamos preparando a defesa”, informou.

Na defesa de Waldir Neves, atua o advogado Ronaldo Franco, que não quis prestar nenhuma informação. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do conselheiro Ronaldo Chadid.

Por fim, o Campo Grande News procurou a empresa Dataeasy Consultoria e Informática Ltda, com sede em Brasília (DF), mas ninguém atendeu as ligações.

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