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Cidades

Chadid não declarou IR de dinheiro em espécie para não pagar pensão alimentícia

Polícia Federal encontrou na casa dele R$ 889.660,00 em dinheiro vivo em 1ª fase de operação no ano passado

Lucia Morel | 09/12/2022 16:15
O conselheiro Ronaldo Chadid, que está sob monitoramento eletrônico desde ontem. (Foto: Divulgação Tribunal de Contas)
O conselheiro Ronaldo Chadid, que está sob monitoramento eletrônico desde ontem. (Foto: Divulgação Tribunal de Contas)

O conselheiro do TCE/MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul) afastado e em uso de tornozeleira eletrônica, Ronaldo Chadid, não fez declaração de imposto de renda sobre valores vultuosos de dinheiro em espécie encontrados em sua casa durante Operação Mineração de Ouro em outubro do ano passado.

A Polícia Federal encontrou na casa dele R$ 889.660,00 em dinheiro vivo e as pilhas de cédulas foram apreendidas na primeira fase, realizada em 8 de junho de 2021. Uma das justificativas de Chadid é ser árabe e guardar as economias desde 1995.

Questionado por delegado da PF se havia feito a declaração de imposto de renda dessa quantia, ele afirmou que não e ao argumentar a razão disse que era para não ter que atualizar valores de pensão alimentícia. “Doutor, não declarei porque eu tenho três ex-mulheres, né? Pagava cinco pensões alimentícias, hoje pago quatro. Todo ano sou procurado pra fazer revisão das pensões”, relatou.

O conselheiro enumerou que já pagava estudo, plano de saúde e ainda supria “todas as necessidades, mas duas dessas ex-mulheres sempre buscam revisão, né? Então, era uma forma também de eu me preservar”.

Chadid alegou que maior parte dos R$ 889.660,00 provinha de pagamento das faculdades que ajudou a criar ou onde lecionava. “A maioria vem das faculdades. Eu atuei na Unaes, né? Criei um curso de Direito na Unaes, não só fui diretor, mas eu criei o curso. Eu criei um curso da Uniderp, Uniderp Rio Verde, FIP de Ponta Porã que era do mesmo grupo”, informou na época do depoimento.

O conselheiro relatou ainda que “fui para Estácio posteriormente, contratado exatamente porque o curso ia fechar, e eu sou especialista nessa área acadêmica. Por último, montei o curso do Insted, que é da mesma família do professor Pedro Chaves”, contou, lembrando ainda de outro curso criado em 2008. “Então, sempre tive uma atuação muito grande nessa área, cursinhos preparatórios para OAB, cursinho pra concurso”, enumerou.

Entretanto, Chadid não soube dizer quanto de todo montante apreendido provinha de sua atuação na área acadêmica. “Depois de deflagrada a operação, eu fui buscar uma declaração, um documento, que eu pudesse no momento oportuno prestar contas desse dinheiro. Apenas o Insted, dos últimos três anos, porque eles me pagavam por fora, doutor”.

Sobre ter as notas apreendidas e elas serem todas em cédulas de dinheiro atual e não de real mais antigo – já que o acúmulo seria pelo menos desde 1995 – o conselheiro disse que foi renovando as notas. “Mas o senhor trocava só?”, questionou o delegado, ao que Chadid respondeu que “não, eu fazia negócio, se olhar minha declaração de imposto de renda vai verificar que eu circulei, toquei carros, eu sempre fui... como um bom árabe, eu sempre gostei de ganhar dinheiro”.

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