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Campo Grande, Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019

18/03/2019 07:10

Crianças de 4 municípios de MS integram estudo de nutrição infantil

Estudo deve mapear deficiências nutricionais e, a partir da avaliação, elaborar políticas públicas para sanar deficiências

Alana Granda, da Agência Brasil
Estudo também irá mapear crianças acima de cinco anos, mas sem coleta de sangue (Foto/Arquivo: Agência Brasil)Estudo também irá mapear crianças acima de cinco anos, mas sem coleta de sangue (Foto/Arquivo: Agência Brasil)

Campo Grande, Corumbá, Dourados e Três Lagoas estão entre os 123 municípios do Brasil que integram análise elaborada pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). O Enani (Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil) deve mapear deficiências de micronutrientes (vitaminas e minerais) entre as crianças com menos de cinco anos, em termos de alimentação e nutrição.

Segundo divulgação na Agência Brasil, tem o apoio do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os municípios de MS ainda não estão na primeira fase, que começa hoje, mas integra o cronograma das fases seguintes.

A coleta de dados vai até dezembro próximo, com a divulgação dos resultados a partir de fevereiro de 2020. A primeira fase do estudo, inédito no Brasil com a abrangência e o detalhamento propostos em âmbito nacional, vai percorrer 123 municípios de todas as regiões do país.

O objetivo é coletar informações de cerca de 15 mil domicílios, o que pode significar obter informações de até 17 mil crianças menores de cinco anos de idade. Os resultados do “censo de nutrição infantil” permitirão ao Ministério da Saúde, por meio da Coordenação Nacional de Alimentação e Nutrição, formular políticas públicas baseadas em evidências voltadas para as crianças brasileiras na faixa etária abaixo de cinco anos.

O coordenador nacional do Enani, Gilberto Kac, do Instituto de Nutrição José de Castro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que o estudo tem três metas. A primeira é mapear deficiências de micronutrientes.

“Esse é o primeiro aspecto inédito do estudo. A gente vai medir sangue de crianças entre seis e 59 meses e vamos dosar uma série de marcadores que jamais foram estudados no Brasil com essa magnitude”, disse.

Alimentação - As crianças menores de seis meses serão estudadas também, mas não terão o sangue coletado. O estudo conseguirá mapear o estado nutricional bioquímico de crianças entre seis meses e 59 meses. “Esse é o grande objetivo, talvez o principal”, afirmou Kac.

O trabalho vai medir também a alimentação das crianças abaixo de 5 anos de idade. Para isso, será usada uma técnica chamada “recordatório de 24 horas”, que verifica o que a criança comeu nas últimas 24 horas.

Serão investigados ainda a insegurança alimentar, habilidade culinária doméstica e alimentação saudável. “É um estudo bastante complexo e completo, que a gente está planejando há um ano e meio”, disse Kac.

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