Manifestação por posto de saúde fechado há 3 anos congestiona Avenida Guaicurus
Moradores cobram reabertura da UBSF Edson Quintino Mendes, relatam falta de remédios e atendimento
Moradores da região do Jardim Itamaracá protestaram na tarde de sexta-feira (13) na Avenida Guaicurus, em Campo Grande, para cobrar a reabertura da UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família) Edson Quintino Mendes, fechada para reforma há quase três anos. Com cartazes e falas de indignação, eles bloquearam parcialmente a via e o trânsito começou a ficar lento no trecho.
RESUMO
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Moradores do Jardim Itamaracá, em Campo Grande, protestaram na Avenida Guaicurus contra o fechamento da UBSF Edson Quintino Mendes. A unidade está em reforma há quase três anos, embora o prazo inicial para conclusão fosse de apenas 180 dias. Os manifestantes, incluindo idosos e pessoas com deficiência, relatam dificuldades para conseguir atendimento em outras unidades de saúde. O vereador Landmark Rios (PT) prometeu cobrar explicações da Prefeitura sobre o atraso nas obras.
Segundo os manifestantes, a unidade deveria ter sido reaberta poucos meses após o início das obras, mas o prazo se estendeu e os moradores afirmam que continuam sem atendimento básico de saúde.
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A aposentada Maria Pereira da Silva, de 70 anos, moradora do Campo Alto, participou do protesto mesmo com dificuldades para caminhar. Ela usa bengala e disse que depende de medicamentos e acompanhamento médico.
“Não tem remédio, não tem posto de saúde funcionando. A gente tem que comprar remédio sem ter dinheiro”, afirmou. Maria contou que sofre de pressão alta, já teve derrame e passou por cirurgia. “Tenho 70 anos, preciso de muleta e estou aqui protestando. Meu filho vive tendo que sair para comprar remédio para mim”, disse.
A vigilante Rosângela Nascimento Pires, de 53 anos, também participou do protesto e afirmou que a comunidade aguarda a reabertura da unidade desde o início da reforma. “O posto de saúde está fechado há três anos. Disseram que ficaria fechado por seis meses, mas já se passaram três anos”, afirmou.
Segundo ela, moradores da região do Campo Alto, Jardim Itamaracá e bairros próximos têm dificuldade para conseguir atendimento em outras unidades. “Às vezes conseguimos atendimento em outros postos, mas muitas vezes não tem vaga. A gente precisa ir cada vez mais longe e nem sempre consegue ser atendido”, relatou.
Rosângela também contou que várias pessoas da família dependem do atendimento público de saúde. “Minha mãe tem Alzheimer e precisa do posto. Tenho um filho com síndrome de Down e meu esposo é cardíaco. A gente precisa desse atendimento perto”, disse.
A cuidadora de idosos Juscelia Duarte, de 45 anos, afirmou que a falta da unidade tem afetado principalmente idosos, pessoas com deficiência e gestantes da região. “Tem muitas pessoas que usam cadeira de rodas, crianças com deficiência, idosos e gestantes que dependiam do atendimento aqui”, disse.
Ela relatou que, desde o fechamento da unidade, os moradores são encaminhados para outros postos, mas muitas vezes não conseguem atendimento.
“Quando o posto fechou mandaram procurar outro. Chegando lá dizem que a gente não pertence àquela unidade e mandam ir para o Universitário. Chegando no Universitário muitas vezes também não conseguimos atendimento”, afirmou.
Segundo Juscelia, os próprios familiares tiveram dificuldades depois que a unidade foi fechada. “Minha mãe tratava enfisema pulmonar aqui. Fazia medição de pressão, de saturação e acompanhamento com médica e cardiologista”, contou.
O vereador Landmark Rios (PT) disse que chegou ao protesto por acaso enquanto cumpria agenda em outro bairro. “Nós estávamos vindo do Bairro Lageado, onde acompanhávamos a situação de equipamentos odontológicos em uma unidade de saúde. Passando por aqui vimos a mobilização e paramos para entender o que estava acontecendo”, afirmou.
De acordo com o parlamentar, a placa da obra indicava prazo de 180 dias para conclusão da reforma. “Estamos falando de um território importante da cidade. A placa da obra indica prazo de 180 dias, mas já se passaram quase três anos e a comunidade continua esperando”, disse.
Ele afirmou que pretende pedir explicações à Prefeitura. “Como membro da Comissão de Obras e Serviços da Câmara, vou apresentar requerimento e ofício ao secretário [municipal de Infraestrutura] Marcelo Miglioli solicitando informações sobre o andamento e o prazo de conclusão da obra”, afirmou.
O Campo Grande News, a gestão municipal respondeu que "a reforma teve início em março de 2024. Durante as intervenções, foram identificados problemas estruturais que não eram visíveis sem a retirada do piso existente, o que demandou ajustes no prazo da obra".
Por fim, defendeu que a reforma já está com mais de 70% de execução e a previsão é de que a unidade seja entregue ainda neste semestre, garantindo melhores condições de atendimento à população do bairro.
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