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Cidades

Defesa pede revogação de prisão e ex-prefeito não se apresenta

O pedido de revogação de prisão temporário foi confirmado pelo advogado

Por Lucia Morel e Mirian Machado | 23/09/2021 18:08
Ex-prefeito de Maracaju, Maurílio Azambuja. (Foto: Arquivo)
Ex-prefeito de Maracaju, Maurílio Azambuja. (Foto: Arquivo)

Ex-prefeito de Maracaju, Maurílio Azambuja (MDB), que deveria ter sido preso ontem, durante a Operação Dark Money, do Dracco (Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado) teve pedido de habeas corpus protocolado hoje e não se apresentou à Polícia Civil. Ele é investigado pelo desvio de R$ 3 milhões do erário municipal.

O pedido de revogação de prisão temporário foi confirmado pelo advogado de Maurílio, Rodrigo Dalpiaz, que esta manhã, havia informado que o ex-prefeito iria se apresentar à polícia. Além de Maurílio, Dalpiaz também defende Lenilso Carvalho Antunes, secretário de Finanças de Maracaju, que foi preso ontem.

Além dele, também foram presos Daiana Cristina Kuhn, Iasmin Cristaldo Cardoso, Pedro Everson Amaral Pinto, Fernando Martinelli Sartori e Moisés Freitas Victor. Os três últimos foram ouvidos hoje na sede do Dracco, no entanto, disseram que só prestarão informações em juízo. Já as duas mulheres deverão ser ouvidas amanhã.

A delegada responsável pelas investigações, Ana Cláudia Medina, disse que com a ação de ontem, “cumprimos buscas e apreensões, porque já era o momento, porque já que não havia dúvida que essa movimentação foi ilegal”.

Pedro é dono de uma tapeçaria onde Moisés trabalhava e é ex-sogro de Fernando. A empresa mantinha uma conta bancária que era usada para o desvio dos recursos dos cofres municipais de Maracaju.

A movimentação financeira era realizada em valores fracionados, somando cerca de 600 cheques com valor médio de R$ 38 mil. Tudo isso acontecia para fugir das notificações oficiais ao Banco Central. Ontem, foram identificadas mais 75 lâminas, que somadas dão R$ 3 milhões, totalizando ao menos R$ 26 milhões em desvios.

Mais cedo, a delegada havia informado que o grupo torava valores da conta oficial da prefeitura, alegando que era para usar com a folha de pagamento, “só que isso não existia e o dinheiro ia parar nesta conta paralela" da tapeçaria.

Daiana Cristina Kuhn e Iasmin Cristaldo Cardoso foram para a cela da 2ª DP (Delegacia de Polícia Civil) de Campo Grande, enquanto os demais foram divididos entre a Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos) e Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos), já que não há carceragem no Dracco.

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