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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Junho de 2019

25/05/2019 10:38

Distribuição diária de água chega a 87,1% do Centro-Oeste após crise hídrica

Eduardo Peret, da Agência IBGE
A melhora na distribuição diária de água no Centro-Oeste não recuperou o patamar de 2016 (Foto: Pedro França/Agência Senado)A melhora na distribuição diária de água no Centro-Oeste não recuperou o patamar de 2016 (Foto: Pedro França/Agência Senado)

Em 2018, 87,1% dos domicílios do Centro-Oeste tinham abastecimento diário de água, bem mais do que em 2017, quando apenas 69% das residências contaram com esse serviço. Esse aumento, porém, não foi suficiente para recuperar o patamar de 2016, quando a proporção de domicílios da região que recebiam água da rede geral todos os dias era de 94,7%.

A queda do abastecimento do Centro-Oeste ocorreu em função do racionamento de água no Distrito Federal, entre janeiro de 2017 e junho de 2018. A capital federal também se recuperou em 2018, com 64,6% dos domicílios com acesso diário à água, mas ainda distante dos 99,7% de 2016, período anterior à crise hídrica.

É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: características dos domicílios e dos moradores, divulgada hoje pelo IBGE. “Com o fim do racionamento em 2018, a cobertura de acesso no Distrito Federal subiu, elevando os números da região. A situação está bem melhor do que em 2017, mas ainda aquém do patamar de 2016”, comenta a técnica do IBGE Adriana Beringuy.

Entre 2017 e 2018, o acesso a redes gerais para escoamento de esgotos também aumentou na região Centro-Oeste, indo de 52,5% para 55,6%. Os estados com melhora nesse tipo de acesso foram Mato Grosso (de 29,8% para 34,9%) e Mato Grosso do Sul (de 41,4% para 48,2%).

Mais da metade das pessoas sem acesso à coleta de lixo está no Nordeste

A pesquisa mostrou também que, em 2018, 20,1 milhões de pessoas em todo o país queimavam lixo na propriedade ou davam outra destinação, como depositar em valões. Mais da metade dessa população, 10,5 milhões, estava concentrada no Nordeste.

No Maranhão, onde 31,5% dos domicílios estavam nessas condições, eram 2,3 milhões de pessoas. Já na Bahia, eram 15,5% dos domicílios sem acesso à coleta, num total de 2,4 milhões de habitantes.

“A queima na propriedade e o uso de valas e outros destinos para o lixo são atividades que expõem a população a doenças, além de contaminar o solo”, ressalta a técnica do IBGE.

O Nordeste também tinha o menor percentual de domicílios com disponibilidade diária de água em 2018 (69,1%). Enquanto 14,7% tinham água entre uma e três vezes por semana e 14,4% de 4 a 6 vezes, o que atingiu cerca de 12 milhões de moradores.

(Arte: Simone Mello)(Arte: Simone Mello)

No país, 72,4 milhões de pessoas moram em domicílios sem acesso à rede geral de esgoto

Em 2018, 66,3% dos domicílios do país tinham acesso à rede geral ou fossa ligada à rede para escoamento de esgotos, com grande variação entre as regiões, indo de 88,6% das residências do Sudeste a 21,8% no Norte e 44,6% no Nordeste.

Ao todo, no país, 72,4 milhões de pessoas viviam em domicílios sem acesso à rede geral coletora de esgotos, sendo 31 milhões no Nordeste e 13,9 milhões no Norte. "É preciso lembrar que isso não significa, necessariamente, que essas pessoas estão morando em domicílios precários. Nessas duas regiões, por exemplo, há grandes extensões rurais, onde prevalecem as fossas não ligadas a redes", explica Adriana.



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