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Capital

Aplicativos e boletins gravados marcam 11 anos da Casa da Mulher Brasileira

Ferramentas digitais agilizam denúncias e ampliam proteção a vítimas de violência doméstica em MS

Por Geniffer Valeriano e Viviane Oliveira | 09/02/2026 11:59
Aplicativos e boletins gravados marcam 11 anos da Casa da Mulher Brasileira
Mulher e crianças sendo acolhidas na Casa da Mulher Brasileira (Foto: Osmar Veiga)

Gravação de boletins de ocorrência e aplicativos criados para pedidos de socorro ganharam destaque na celebração dos 11 anos da Casa da Mulher Brasileira, realizada na manhã desta segunda-feira (9). O evento contou com a presença de diversas autoridades, entre representantes da Assembleia Legislativa, Câmara Municipal, Ministério Público, entre outros órgãos.

RESUMO

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A Casa da Mulher Brasileira celebrou 11 anos de atuação com avanços significativos no combate à violência contra a mulher. Entre as principais inovações, destacam-se a implementação de boletins de ocorrência gravados, digitalização de procedimentos e o aplicativo "Proteja Mais Mulher", que permite acionamento discreto das autoridades em situações de emergência.Ao longo de sua existência, a instituição realizou 154 mil atendimentos. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher registrou melhorias importantes, como aumento de 60% no efetivo de escrivães e redução no tempo de encaminhamento de ocorrências ao Ministério Público para 30 dias, além da criação do programa "Acolhe e Protege".

A delegada titular da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Fernanda Piovano, aproveitou a comemoração para ressaltar as atualizações implementadas na unidade desde a sua criação.

“Passamos a tratar o procedimento de forma digital, com oitivas de testemunhas e autores, além de boletins gravados, porque com isso conseguimos ter uma ideia mais real do que aconteceu e de como a vítima estava quando chegou à delegacia para registrar a ocorrência”, destacou.

Aplicativos e boletins gravados marcam 11 anos da Casa da Mulher Brasileira
A celebração reuniu autoridades estaduais, municipais e de órgãos da rede de proteção a mulher (Foto: Osmar Veiga)

Segundo a delegada, outras medidas também contribuíram para ampliar a proteção às mulheres no Estado, como o aumento de 60% no efetivo de escrivães e a criação de programas voltados ao atendimento desse público.

“Teve a criação do ‘Acolhe e Protege’, programa do Governo do Estado, e o pagamento de horas extraordinárias para policiais que queiram atuar no atendimento à mulher vítima de violência durante a folga. Isso trouxe um aumento bastante elevado no efetivo de investigadores de plantão”, explicou.

Sobre a fila de boletins de ocorrência analisados por um GT (Grupo de Trabalho) da DGPC (Delegacia-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul), Fernanda afirmou que os trabalhos estão em fase final e que não houve a formação de uma nova fila. Atualmente, segundo ela, a Deam encaminha as ocorrências ao Ministério Público em até 30 dias.

Aplicativos e boletins gravados marcam 11 anos da Casa da Mulher Brasileira
Secretária-executiva da Mulher, Angélica Fontanari, durante o seu discurso (Foto: Osmar Veiga)

Durante o discurso, a secretária-executiva da Mulher, Angélica Fontanari, destacou a agilidade no atendimento por meio do aplicativo “Proteja Mais Mulher”, que funciona como um botão de emergência. De acordo com ela, após o acionamento, o tempo de resposta das equipes tem sido inferior a cinco minutos.

“Esse botão é acionado sem que ninguém perceba, usando a lateral do celular. A vítima fala o que puder enquanto a força acionada já está a caminho do local onde ela se encontra”, afirmou.

Já a titular da SEC (Secretaria de Estado e Cidadania), Viviane Luiza da Silva, informou que, ao longo dos 11 anos de funcionamento, a Casa da Mulher Brasileira realizou 154 mil atendimentos. Ela também ressaltou que o Governo do Estado tem promovido campanhas educativas de combate à violência contra a mulher nas escolas.

Viviane ainda lamentou a morte de Janete Feles Valoes, de 45 anos, vítima de feminicídio após ser atacada com faca pelo companheiro. “Infelizmente aconteceu mais um feminicídio e nós temos responsabilidade enquanto sociedade. Precisamos de todos lutando contra a violência”, disse.

Se você vive ou testemunha alguma forma de agressão, denuncie. O 180 atende 24 horas e pode orientar e acolher. Em situações de risco imediato, ligue 190. Seu gesto pode salvar uma vida.

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