Dono de jornal e mais 3 foram presos suspeitos de fraudes com dinheiro público
Investigação em contratos de publicidade, serviços gráficos e locação de som levou Eli Sousa à prisão

Francisco Elivaldo de Sousa, conhecido como Eli Sousa, o dono do “Jornal Impacto”, está preso preventivamente (por tempo indeterminado) ao ser alvo do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado, nesta quarta-feira (21). O Gaeco foi às ruas de Campo Grande, Terenos e Rio Negro nesta manhã para cumprir 6 ordens de prisão e 30 de busca e apreensão. Ao menos outras três pessoas foram presas.
RESUMO
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O dono do "Jornal Impacto", Francisco Elivaldo de Sousa, conhecido como Eli Sousa, foi preso preventivamente em Campo Grande (MS) durante operação do Gaeco. A ação, que também resultou na prisão de outras três pessoas, cumpriu 6 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Terenos e Rio Negro. As operações Collusion e Simulatum investigam organização criminosa suspeita de fraudes em licitações e contratos públicos relacionados a serviços gráficos, publicidade e locação de equipamentos de som com a Prefeitura e Câmara Municipal de Terenos desde 2021. A defesa do empresário não se manifestou sobre as acusações.
Na Capital, conforme apurado pelo Campo Grande News, equipes cumpriram mandados em dois endereços ligados a Eli Sousa. Estiveram na casa dele e em endereço comercial, localizados na mesma rua, no Bairro Carandá Bosque.
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Nas redes sociais, Eli Sousa se apresenta como responsável pelo Jornal Impacto, revista que leva o mesmo nome, além das rádios Diamante FM 98,7, que funciona em Corguinho e Rochedo, e Segredo FM 106,3, com endereço na Capital.
Agentes do Gaeco vasculharam um sobrado onde o empresário mora e outro local, a metros de distância do primeiro, na Rua Chafica Fatuche Abussafi, apontado como sede do Jornal Impacto. O segundo prédio passa por ampliação e tem na fachada a placa: "Futuras instalações da Dakila Comunicações", marca do grupo de pesquisa de Urandir Fernandes, conhecido por criar a comunidade Zigurats, em Corguinho, e a moeda digital BDN.
Eli Sousa foi levado preso para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Cepol (Centro Especializado de Polícia Integrada) de Campo Grande. Além dele, também estão presos Antônio Henrique Campos Ribeiro, Walison Macedo Milhome e Leandro de Souza Ramos, conforme apuração da reportagem. Não há detalhes sobre o caráter das outras prisões, se preventivas, como a de Eli, ou temporárias (por tempo determinado em juízo).

Dupla investigação – Na Operação Collusion, o Gaeco investiga organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública, em especial fraudes às licitações e contratos públicos, bem como crimes correlatos ligados a materiais e serviços gráficos firmados com o município de Terenos e com a Câmara Municipal de Terenos desde 2021.
Também foi desencadeada hoje a Operação Simulatum, que apura a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública, mediante fraude em contratos de publicidade e locação de equipamentos de som firmados com a Câmara Municipal de Terenos, também desde o ano de 2021.
A expressão em inglês collusion, que significa conluio, remete à ideia de acordos ilícitos realizados entre os investigados com o objetivo de fraudar contratos públicos. Já o nome “Simulatum”, que no latim, quer dizer simulado, refere-se à forma de atuação dos investigados, os quais simulavam competição entre si com o objetivo de praticar os crimes em questão.
Outro lado – Após a confirmação da prisão, a defesa de Eli Sousa preferiu não conversar com a reportagem, mas mais cedo o advogado Renan Augusto Vieira, que se apresentou como representante do Jornal Impacto, foi até a sede do veículo e disse que ainda não havia tido acesso aos mandados e somente depois disso poderia se manifestar. “Nós nos colocamos à disposição”
Questionado se algum dos mandados têm como alvo o ufólogo Urandir Fernandes de Oliveira, disse que ele “não faz parte”. A reportagem também entrou em contato com o advogado Danilo Catalunga, que representa Urandir Fernandes em vários processos, e ele disse que o ufólogo não é alvo de qualquer operação e desconhece a ação em Campo Grande.
O espaço segue aberto para manifestações das defesas dos outros citados.
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