Em 3 meses, número de vítimas de golpes chega a 3,3 mil em MS
Falsos anúncios, ligações bancárias e boletos adulterados estão entre os golpes mais comuns

O número de vítimas de estelionato em Mato Grosso do Sul se manteve elevado no início de 2026. Dados do painel Sigo (Sistema Integrado de Gestão Operacional) mostram que, no primeiro trimestre deste ano, foram registrados 3.367 casos, praticamente o mesmo volume do mesmo período de 2025, quando houve 3.380 vítimas.
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Mato Grosso do Sul registrou 3.367 casos de estelionato no primeiro trimestre de 2026, número próximo ao do mesmo período de 2025, quando foram 3.380 vítimas. Os golpes mais comuns incluem falsos anúncios de venda, ligações bancárias fraudulentas e boletos falsos. A Polícia Civil orienta a população a não realizar pagamentos sem verificar a procedência e a registrar ocorrências pela Delegacia Virtual em caso de fraude.
Apesar da leve variação negativa, de apenas 13 ocorrências, os números indicam estabilidade em patamar alto, sem sinal de queda consistente no crime. Janeiro teve aumento em relação ao ano passado, enquanto fevereiro e março apresentaram leve recuo, mas dentro da mesma faixa.
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O perfil das vítimas também se mantém semelhante: maioria de adultos, com presença significativa de idosos, grupo considerado mais vulnerável a golpes. A divisão por sexo segue equilibrada, com leve predominância de homens. Diante do cenário, a Polícia Civil reforça orientações para evitar fraudes, principalmente em negociações feitas pela internet.
Entre os golpes mais comuns está o do falso anúncio de venda, em que o criminoso intermedeia uma negociação e faz com que a vítima deposite valores sem receber o produto. Outro caso recorrente é o da falsa ligação bancária, em que o golpista se passa por gerente e induz a vítima a entregar cartão e senha.
Também há registros frequentes do chamado “boleto falso”, enviado por links suspeitos ou durante renegociação de dívidas. Casos recentes registrados no Estado ilustram como os golpes se adaptam.
Em Dourados, um homem de 27 anos perdeu R$ 8,6 mil após criminosos se passarem por advogada e promotor em uma falsa ação judicial. Em Três Lagoas, uma negociação de caminhonete terminou em prejuízo de R$ 125 mil após a vítima acreditar que um conhecido havia vistoriado o veículo.
Já em Campo Grande, uma idosa de 69 anos perdeu R$ 48 mil no golpe do bilhete premiado, após abordagem na saída do Parque das Nações Indígenas.
Para evitar prejuízos, a orientação é não realizar pagamentos sem verificar a procedência, evitar compras sem ver o produto pessoalmente e desconfiar de contatos que solicitam dados ou códigos. Em caso de suspeita, a recomendação é interromper o contato e buscar confirmação diretamente com a instituição envolvida.
Se a pessoa cair em um golpe, deve registrar boletim de ocorrência. Em Mato Grosso do Sul, o serviço pode ser feito pela Delegacia Virtual, com atendimento online. Segundo a Polícia Civil, os registros são analisados e podem ser concluídos em até 24 horas, dependendo da demanda.
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