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Cidades

Em MS, ainda é dúvida entre federais a antecipação das formaturas de Medicina

UFMS não tem turmas próximas de graduação, mas UFGD ainda discute a medida que atinge também Enfermagem, Farmácia e Fisioterapia

Por Jones Mário e Silvia Frias | 09/04/2020 13:00
Prédio da Famed na cidade universitária da UFMS, em Campo Grande (Foto: João Costa Jr/UFMS)
Prédio da Famed na cidade universitária da UFMS, em Campo Grande (Foto: João Costa Jr/UFMS)

Autorizadas pelo MEC (Ministério da Educação) a antecipar a formatura de estudantes dos cursos de Medicina, Enfermagem, Farmácia e Fisioterapia para atuação na linha de frente de combate à pandemia do novo coronavírus, as Universidades Federais em Mato Grosso do Sul mantém indefinição sobre a medida.

No caso da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), a medida provisória que prevê a aceleração da graduação destes cursos foi até regulamentada, em portaria elaborada no dia 2 de abril, seguinte ao ato presidencial.

Porém, segundo o diretor da Famed (Faculdade de Medicina), Marcelo Vilela, os cursos de Saúde da instituição não têm turmas que se formam ao fim do primeiro semestre, o que dificulta observação às regras exigidas pela medida provisória.

A norma diz que os estudantes só poderão antecipar graduação em caso de cumprimento de, pelo menos, 75% da carga horária do internato médico ou estágio obrigatório.

“É o acadêmico que tem que ir atrás, cumprir todos os requisitos. Vai variar de aluno para aluno, mas não temos turmas no meio do ano e dificilmente teremos acadêmicos aptos”, detalha Vilela.

A UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) disse, por meio de assessoria de imprensa, que a instituição ainda estuda a questão.

A universidade revela que tem 41 alunos matriculados, todos do curso de Medicina, com previsão de se formarem ao final deste semestre.

O COE (Comitê Operacional de Emergência) da UFGD se reúne novamente nesta tarde, quando o assunto voltará a ser debatido e uma decisão pode ser tomada.

Só federais - Em portaria publicada no dia 6 de abril, o MEC estipulou que a antecipação das formaturas vale somente para instituições federais de ensino e tem caráter excepcional, enquanto durar a situação de emergência de saúde pública.

A atuação dos profissionais será bonificada, uma única vez, com o acréscimo de 10% na nota final do processo de seleção pública para ingresso nos programas de residência.

Seleção e alocação dos médicos, enfermeiros, farmacêuticos e fisioterapeutas serão disciplinadas por ato do ministério da Saúde, após articulação com os órgãos municipais, estaduais e distrital.

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