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Cidades

Em MS, quase 5% dos lares vivem situação de fome, segundo o IBGE

Números mostram ainda que no Brasil 10,3 milhões vivem em situação grave, enquanto outras 18,6 milhões estão na faixa moderada

Por Nyelder Rodrigues | 17/09/2020 18:10
Mulher mostra panela vazia em barraco de favela de Campo Grande. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)
Mulher mostra panela vazia em barraco de favela de Campo Grande. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que mais de um terço dos lares em Mato Grosso do Sul se enquadram na faixa considerada de insegurança alimentar. Grupo de quase 5% dos lares pesquisados vivenciam a insegurança alimentar grave, a fome, na lingual que todos entendem..

No Estado, de 899 mil lares avaliados, 333 mil, ou seja, 37%, são afetados em algum grau pela alimentação insuficiente. São três graus: leve, moderada e grave.

Grande parte deles está na faixa tida como leve, onde a gravidade da insegurança alimentar é menor. São 232 mil domicílios particulares no Estado, o que representa 25% de todas as residências locais. Já na faixa moderada, são 60 mil lares (6,6%), contra 41 mil da faixa considerada grave - que são 4,5% de todos os lares.

Os números constam no POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) relativos aos anos de 2017 e 2018, que mostram para todo o Brasil números semelhantes aos apresentados em Mato Grosso do Sul. São 25,3 milhões de domicílios com algum grau de insegurança alimentar.

A quantidade de lares representa 36,7% dos 68,9 milhões de domicílios particulares analisados pelo IBGE no país. O grau leve de insegurança alimentar foi verificado em 24% das casas (16,4 milhões), enquanto o grau moderado foi visto em 8,1% (5,6 milhões). Os casos enquadrados como mais graves são 4,6% - 3,1 milhões de lares.

Já se considerada a população total e não os lares, a insegurança familiar faz parte do dia a dia de 84,9 milhões de brasileiros (40,9%). São 56 milhões com insegurança eleve (27%), 18,6 com insegurança moderada e 10,3 milhões com insegurança grave - os dois últimos são, respectivamente, 8,9% e 4,9% da população.

Nas regiões Norte e Nordeste, mais da metade dos domicílios não possuem condição de acesso pleno e regular aos alimentos, com respectivamente (57,0%) e Nordeste (50,3%). Já no Sul e Sudeste, os números melhoram consideravelmente, caindo para 20,7% e 31,2%. No Centro-Oeste, a taxa é de insegurança alimentar é de 35,2%.

Carvão e lenha - O uso de lenha ou carvão na preparação dos alimentos foi mais frequente nos domicílios com insegurança alimentar moderada (30% deles) e grave (33,4%), enquanto a energia elétrica foi tida como a mais frequente em 60,9% dos domicílios com segurança alimentar e menos frequente nos lares com insegurança grave (33,5%).

Verifica-se também que entre domicílios com melhor resultados quanto à segurança alimentar estão lares acima da média do país para abastecimento de água, esgotamento sanitário e destino do lixo, ocorrendo o contrário com as casas onde se vê os piores resultados.

Por fim, o IBGE constata que os homens predominam como pessoa de referência financeira nas casas com melhores condições de segurança alimentar, somando 61,4%. Já nas casas onde a insegurança alimentar é a situação vigentes, as mulheres são a referência (51,9%).

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