Ex-chefe da Defron é alvo de busca em operação contra desvio de cocaína
Delegado Guilherme Scucuglia Cezar comandava a delegacia investigada por esquema de extravio de drogas
O delegado Guilherme Scucuglia Cezar, ex-chefe da Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira), é um dos alvos de mandado de busca e apreensão da Operação Infiltrados II, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) nesta quinta-feira (5). A investigação apura a participação de policiais civis em um esquema de desvio de drogas apreendidas, principalmente cocaína.
Além do delegado, os outros implicados são investigadores.
Guilherme comandava a Defron, em Dourados, até maio deste ano, quando deixou o cargo e passou a atuar como delegado adjunto da Delegacia Regional de Nova Andradina.
Conforme o Campo Grande News publicou na época, a transferência ocorreu em meio à remoção de outros seis servidores da unidade, entre investigadores e escrivães. A portaria informou que a mudança do delegado ocorreu a pedido, atendida a conveniência do serviço.
RESUMO
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O Gaeco deflagrou a Operação Infiltrados II para investigar policiais civis suspeitos de desviar drogas apreendidas, sobretudo cocaína. O delegado Guilherme Scucuglia Cezar, ex-chefe da Defron, está entre os alvos de busca e apreensão. A apuração abrange fatos de junho de 2025 a maio de 2026 e aponta que mais de 500 quilos de cocaína destinados à incineração teriam voltado ao tráfico. São cumpridos quatro mandados de prisão e 11 de busca em quatro cidades.
A investigação aponta que policiais desviavam drogas durante apreensões, retiravam cargas do depósito da delegacia ou subtraíam parte do material destinado à incineração. Em setembro de 2025, mais de 500 quilos de cocaína que deveriam ser destruídos teriam retornado ao tráfico. Os fatos investigados ocorreram entre junho de 2025 e maio de 2026.
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Nesta segunda fase, o Gaeco cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão em Dourados, Ponta Porã, Nova Andradina e Santa Terezinha de Itaipu (PR). Nove policiais civis que estavam lotados na Defron durante o período investigado são alvos de medidas judiciais. O Ministério Público não detalhou a participação atribuída individualmente a cada um deles.
Em maio, quando foram reveladas as transferências na Defron, Guilherme afirmou desconhecer a investigação e disse que as mudanças no quadro de servidores eram ajustes relacionados à chegada de novos policiais aprovados em concurso.
A operação desta quinta-feira tem apoio da Corregedoria da Polícia Civil, do Batalhão de Choque da Polícia Militar e do Gaeco do Paraná.


