ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
NOVEMBRO, QUINTA  05    CAMPO GRANDE 26º

Capital

Internado há 22 dias, médico fica fora de primeira audiência por feminicídio

Justiça começa nesta quinta-feira a ouvir testemunhas de acusação ao réu, pela morte de Fabíola Marcotti

Por Marta Ferreira de Jesus | 05/11/2026 07:58
Internado há 22 dias, médico fica fora de primeira audiência por feminicídio
O médico João Jazbik no dia em que o corpo de Fabíola foi encontrado (Foto: Arquivo)


Começa nesta quinta-feira, em Campo Grande, a fase de instrução do processo contra o cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, acusado de matar a esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos. O médico não vai participar da sessão, pois está internado há 22 dias no Hospital da Cassems, onde passou por procedimentos cardíacos.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Começa nesta quinta-feira, em Campo Grande, a fase de instrução do processo contra o cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, acusado de matar a esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51. Internado há 22 dias após cateterismo e angioplastia, ele não participará da audiência, que terá 17 testemunhas. A Justiça negou prisão domiciliar. A defesa alega suicídio, mas a Polícia Civil concluiu que houve feminicídio.

A audiência será conduzida pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, a partir das 13h30. Estão listadas 17 testemunhas e por isso a sessão deve terminar só à noite.

Inicialmente marcada para 15 de outubro, a audiência precisou ser adiada por causa da internação do médico.

Segundo informado, Jazbik passou por cateterismo e angioplastia, com colocação de stents. A defesa tentou a prisão domiciliar por razões humanitárias, alegando a idade do acusado e os problemas de saúde, mas a Justiça negou o pedido.

O caso - Fabíola foi encontrada morta em 18 de maio deste ano, na propriedade onde vivia com o marido, na região da Chácara dos Poderes. Desde o início, Jazbik sustenta que a esposa cometeu suicídio, mas a investigação da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) concluiu que houve feminicídio.

Segundo a Polícia Civil, exames periciais identificaram lesões na cabeça anteriores ao disparo de arma de fogo e outros elementos incompatíveis com a hipótese de suicídio.

O médico responde por feminicídio, violência psicológica, fraude processual e posse irregular de armas. A defesa nega as acusações e contesta as conclusões da investigação.

Procurada, a banca de advogados, integrada pelos criminalistas André Borges e Renê Siufi informou que vai acompanhar a sessão, mas por se tratar de processo em sigilo, não poderá se manifestar.