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Família faz vaquinha para corrigir registro de ex-paratleta sepultado em PE

Mãe de Maykon Douglas quer alterar certidão de óbito e questiona sepultamento sem aviso prévio

Por Viviane Oliveira | 02/03/2026 08:19
Família faz vaquinha para corrigir registro de ex-paratleta sepultado em PE
Maykon Douglas em momento de lazer, em foto publicada nas redes sociais (Foto: Reprodução/Redes sociais)

A família do ex-paratleta sul-mato-grossense Maykon Douglas de Jesus Almiron, de 30 anos, está com uma vaquinha aberta para custear a viagem até Recife (PE), onde ele foi enterrado como indigente, apesar de portar documento de identidade. A intenção é regularizar a documentação e alterar o registro de sepultamento para que conste oficialmente o nome do atleta.

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A família de Maykon Douglas de Jesus Almiron, ex-paratleta sul-mato-grossense de 30 anos, busca recursos para regularizar o registro de seu sepultamento em Recife (PE). Ele foi enterrado como indigente, apesar de portar documentos, após ser arremessado do quarto andar de um prédio em 13 de fevereiro.A mãe, Maria Marta de Jesus Almiron, e a ex-cunhada Jurema Cabral viajarão à capital pernambucana para resolver pendências legais. A família soube do falecimento através de um influenciador digital e iniciou uma vaquinha online com meta de R$ 20 mil para custear despesas com a documentação.

Uma advogada já foi contratada para auxiliar nos trâmites legais. A professora Jurema Cabral, de 53 anos, ex-cunhada e amiga da família, acompanhará a mãe de Maykon, Maria Marta de Jesus Almiron, até a capital pernambucana para dar suporte durante o processo.

Segundo Jurema, as passagens foram compradas às pressas para embarque na quarta-feira (4), ao custo aproximado de R$ 5 mil. “Peguei dinheiro emprestado para garantir a ida, mas não temos recursos para a volta nem para outras despesas”, afirmou. A previsão é que elas permaneçam cerca de sete dias na cidade, porque a emissão dos documentos não ocorre no mesmo dia.

“A gente precisa ir até Recife para resolver toda a documentação, emitir a certidão de óbito, organizar pendências deixadas por ele e encerrar esse ciclo com dignidade. Estamos arrecadando recursos para custear passagem, hospedagem e despesas necessárias. Qualquer valor ajuda. Se não puder contribuir, compartilhe. Vamos para um lugar que não conhecemos”, disse Jurema. Quem quiser ajudar pode clicar aqui. A meta é arrecadar R$ 20 mil.

Ela relembra que amamentou Maykon quando ele nasceu, pois a mãe não conseguiu amamentá-lo na época. “Queremos um atestado de óbito digno de uma pessoa que tinha residência fixa e família. Vamos abrir processo para corrigir o nome na certidão”, declarou.

A família afirma que soube da morte por meio da postagem de um influenciador digital de Pernambuco. Maykon morreu no dia 13 de fevereiro, após ser arremessado do quarto andar de um prédio no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul da capital. O sepultamento ocorreu no dia seguinte.

A mãe, a cozinheira Marta Almiron, moradora do Portal Caiobá, em Campo Grande, não aceita a forma como o caso foi conduzido. “Disseram que ele faleceu no dia 13, mas a gente só ficou sabendo no dia 25. Enterraram meu filho como indigente, como se ele não tivesse família”, lamentou. Ela reforça que o filho não vivia em situação de rua. “Meu filho não é indigente. Ele tem família. Poderia ter tido um velório digno. Eu não me conformo. Vou procurar meus direitos”, afirmou.

Caso - Conforme a Polícia Civil de Pernambuco, Maykon trabalhava vendendo balas no calçadão da Praia de Boa Viagem, em Recife, quando foi convidado por um homem, que teria se comovido com sua história, a ir até um apartamento próximo. No local, segundo a investigação, o morador teria tido um surto e arremessado a vítima da varanda do quarto andar. Uma mulher que também estava no imóvel conseguiu fugir. Após empurrar Maykon , o suspeito pulou do prédio, chegou a ser socorrido ao Hospital da Restauração, mas não resistiu. Maycon morreu no local.

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