MS assina acordo com Santa Catarina para combate à corrupção
Em dezembro, os Ministérios Públicos dois estados já haviam colaborado na Operação Apagar das Luzes
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul e o Ministério Público de Santa Catarina agora têm um acordo de cooperação técnica na tentativa de fortalecer o combate à criminalidade organizada e melhorar a fiscalização das políticas públicas. A ideia é integrar os esforços das duas instituições na proteção do patrimônio público e em temas como saúde e educação.
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Um exemplo recente de cooperação entre os dois estados foi a operação "Apagar das Luzes", deflagrada em dezembro de 2025 pelo MPMS, com o apoio dos Grupos Especiais dos dois estados.
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A operação ocorreu antes da assinatura da parceria, mas cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em Campo Grande e Balneário Piçarras (SC), investigando fraudes recorrentes nos processos licitatórios e nos contratos de manutenção do sistema de iluminação pública de Campo Grande, com superfaturamento identificado superior a R$ 62 milhões.
Agora, a parceria tem como foco a inovação tecnológica. Com o acordo, ambos os órgãos compartilharão ferramentas de análise de dados, códigos-fonte de sistemas investigativos e metodologias de inteligência. A ideia é agilizar a identificação de ilícitos, como lavagem de dinheiro e fraudes em licitações, além de aumentar o controle sobre a aplicação dos recursos públicos.
A cooperação está estruturada em quatro eixos principais: o intercâmbio de dados e o suporte técnico para processos investigativos complexos, o compartilhamento de sistemas de informação e a criação de novas ferramentas de combate a fraudes, a capacitação de servidores por meio de cursos e eventos técnicos, e a promoção da transparência social, garantindo que as políticas públicas cheguem efetivamente ao cidadão.
Segundo o MPMS, o acordo representa uma otimização de recursos, pois ao compartilhar tecnologias já desenvolvidas, as instituições evitam gastos duplicados e aceleram a entrega de resultados à sociedade.
O acordo tem vigência inicial de cinco anos, e cada instituição será responsável por suas próprias despesas, sem necessidade de transferência de recursos financeiros entre os estados. A parceria reforça o compromisso dos Ministérios Públicos com a modernização institucional e a defesa do interesse coletivo.


