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Cidades

Nem quarentena segura pescadores e polícia flagra 9 desrespeitando a lei

Todos os flagrantes aconteceram apenas neste fim de semana, de sábado até está segunda-feira

Por Geisy Garnes | 29/06/2020 16:13
Pescado apreendido em Coxim, nesta segunda-feira (Foto: Divulgação)
Pescado apreendido em Coxim, nesta segunda-feira (Foto: Divulgação)

Nem a ameaça da rápida disseminação do coronarívus tem impedido moradores, de dentro e fora do Estado, se arriscarem em viagens até rios conhecidos de Mato Grosso do Sul para prática de pesca predatória. Só neste fim de semana, de sábado até está segunda-feira, os policiais da PMA (Polícia Militar Ambiental) autuaram nove pessoas pelo crime ambiental.

Os flagrantes começaram no sábado (26). Durante fiscalizações nos rios Paraná e Sucuriú, na região de Três Lagoas, os militares autuaram três pescadores amadores por pesca ilegal. Nenhum dos suspeitos era de Mato Grosso do Sul.

Na região da Ilha Comprida, no rio Paraná, encontraram dois paulistas - um morador de Taubaté (SP), de 35 anos e outro de Castilho (SP), de 41 anos - que pescavam sem licença ambiental. Com eles ainda apreenderam duas carretilhas, petrecho proibido. No rio Sucuriú um pescador amador, da cidade de Curitiba (PR), foi flagrado pelo mesmo crime. Os três receberam multa de R$ 500 cada e infração administrativa.

Durante os trabalhos, as equipes também cortaram e retiraram dos rios 18 anzóis de galho e um espinhel com 30 anzóis. Os proprietários dos petrechos ilegais não foram localizados.

Em fiscalização no rio Brilhante, no domingo (27), Policiais Militares Ambientais de Dourados prenderam dois homens por pesca predatória e porte ilegal de arma. Um deles estava em uma embarcação atracada à margem do rio, no município de Deodápolis. Assim que viu os policiais, começou a devolver os peixes par ao rio.

Ainda assim, as equipes encontraram dois peixes da espécie armal e mandi mortos. Na embarcação a equipe localizou também um revólver calibre 32 e cinco munições. O proprietário, de 34 anos, não tinha documentação e acabou preso. No local onde ele estava acampado ainda foram apreendidos: uma tarrafa, uma fisga (petrechos Proibidos) e um viveiro que é utilizado para colocar dentro do rio com peixes capturados.

Horas depois, na mesma região, outra equipe prendeu um homem de 42 anos, também por pesca predatória e por porte ilegal de arma. Em seu acampamento, as margens do rio, os policiais encontraram duas redes de pesca, duas tarrafas em uma fisga (petrechos proibidos) e cinco exemplares de peixes da espécie curimbatá e um piau-três-pintas.

Os peixes estavam acima da cota permitida e um dos exemplares de curimbatá media 30 centímetros, oito a menos do tamanho mínimo de captura. Um rifle calibre 38 com seis munições, sem documentação, também foi apreendido com o homem. O infrator, morador de Rio Brilhante foi autuado administrativamente e multado em R$ 3.080,00.

Ainda no domingo, um morador Douradina foi abordado. Ele havia capturado exatamente a cota permitida pela legislação, um exemplar de peixe da espécie Palmito e cinco exemplares de Piranha, mas pescava sem a licença ambiental. Com eles foram apreendidos ainda dois molinetes com varas, um barco e um motor de popa com tanque. O pescador foi autuado administrativamente e foi multado em R$ 2.040,00.

Nesta segunda-feira (29) três turistas mineiros foram multados após tentarem sair de Coxim – a 260 quilômetros de Campo Grande – com pescado acima da cota permitida.

Eles levaram ao quartel uma caixa com pescados capturados no rio Taquari, na região do Barranco Vermelho, para procedimento de vistoria e lacre obrigatória para o transporte no Estado. Os Policiais verificaram que havia 80 exemplares de peixes das espécies Piraputanga, Jurupoca, Piau, Jurumpensen e Mandi, pesando 26 quilos, portanto, acima da cota permitida.

Além disso, um exemplar de piraputanga estava abaixo da medida permitida pelas normas. Os pescadores afirmaram não saber da cota permitida em Mato Grosso do Sul.

Os pescadores, de 30, 38 e 45 anos, residentes em Moema (MG) responderão por crime ambiental de pesca e transporte de produto da pesca predatória. A pena é de um a três anos de detenção. Eles também foram autuados administrativamente e multados em R$ 1.220,00 cada. O pescado será doado para instituições filantrópicas depois de periciado.

Petrechos apreendidos pelos policiais no Rio Brilhante (Foto: Divulgação)
Petrechos apreendidos pelos policiais no Rio Brilhante (Foto: Divulgação)