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Ocupação de UTIs atinge maior nível no País, com MS e Capital nas piores taxas

Durante período analisado pela Fiocruz, Estado foi o 3º pior em lotação de UTIs, enquanto Capital empatou em 1º com Belém (PA)

Por Guilherme Correia | 15/01/2021 12:05
Leito de terapia intensiva montado no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande (Chico Ribeiro)
Leito de terapia intensiva montado no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande (Chico Ribeiro)

A ocupação de leitos de terapia intensiva para pacientes com covid-19 é a pior no Brasil desde julho de 2020, já que seis estados estão em situação crítica nesse índice. Entre eles, Mato Grosso do Sul, que segundo levantamento feito pelo Observatório Covid-19, da Fiocruz, tem 86% dessas estruturas já ocupadas.

A Fundação também revelou que há situação crítica de leitos em várias capitais, inclusive Campo Grande - que durante o período analisado, chegou a ter 100% da estrutura já utilizada por pacientes com o novo coronavírus. Além da Capital, Manaus (89,4%), Boa Vista (83,3%), Macapá (94,4%), Belém (100%), Belo Horizonte (80,5%), Vitória (80,1%), Rio de Janeiro (99,8%) e Curitiba (80,0%) foram citadas.

O estudo contabiliza o período até a última semana de 2020, que se encerrou em 4 de janeiro, e menciona em que estão em situação crítica: Amazonas, Amapá, Pernambuco, Espírito Santo e o Distrito Federal, e até a capital do Rio de Janeiro.

No gráfico abaixo, desenvolvido pela própria Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), unidades da federação pintadas de vermelha têm 80% ou mais dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ocupados. Outros 15 estavam em nível de alerta intermediário, com mais de 60% de ocupação, enquanto apenas os outros seis contabilizam taxa inferior a isso.

A situação no País, inclusive, tem piorado desde a semana do dia 7 de dezembro. O Estado, por exemplo, não viu essa estrutura hospitalar ter redução nessa contagem de lotação.

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Levantamento - No fim de novembro, 16 estados tinham nível baixo de ocupação dos leitos, e somente dois, Amazonas e Espírito Santo, tinham ocupação alta. Desde então, mais pessoas têm se contaminado e até morrido com a doença em todo o País.

Os pesquisadores começaram a medir a situação dos leitos depois de a pandemia afetar mais fortemente os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, assim como os da região Norte e Nordeste, e captou o momento em que a pandemia atingiu mais as regiões Centro-Oeste e Sul.

De acordo com boletim epidemiológico estadual, Mato Grosso do Sul confirmou 1.166 infectados e 23 óbitos nas últimas 24 horas, e chega a 148.415 casos confirmados e 2.648 mortes pela covid-19 desde o início da pandemia.

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