Ofensiva contra irmãos confiscou R$ 1,5 milhão em notas promissórias e 7 Rolex
Operação contra Camillo e Gabriel Zahran cumpriu mandados de buscas na Capital e interior de SP

A ofensiva da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) de São José do Rio Preto (SP) contra herdeiros do Grupo Zahran apreendeu R$ 1,5 milhão em notas promissórias, além de R$ 250 mil em espécie durante as buscas nos endereços dos investigados. A Operação Castelo de Cartas cumpriu mandados de busca em endereços de alto padrão em Campo Grande (MS) e no interior de São Paulo.
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A Deic de São José do Rio Preto apreendeu R$ 1,5 milhão em notas promissórias e R$ 250 mil em espécie durante operação contra os irmãos Zahran. Na ação, foram confiscados carros de luxo, relógios de marcas premium, joias, aparelhos eletrônicos e quatro armas municiadas. Gabriel e Camillo Zahran, herdeiros do grupo empresarial, são investigados por esquema de investimentos fraudulentos. Utilizando o prestígio do sobrenome familiar, prometiam altos retornos financeiros a empresários. Gabriel foi detido para depoimento, enquanto Camillo está foragido. As investigações iniciadas em 2025 apuram crimes de estelionato em diversos estados.
Também foram confiscados 10 carros de luxo, 7 relógios Rolex e 1 Cartier, as marcas suíças que fabricam os famosos itens que custam de R$ 30 mil a R$ 9 milhões, além de joias, dois iPhones de última geração, cartões bancários, máquinas de cartão e vasta documentação.
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Os agentes da Deic encontraram ainda quatro armas municiadas — três revólveres e uma pistola – nos endereços vasculhados. Todas elas foram apreendidas.
Um dos locais visitados foi o condomínio Green Life na Avenida Nelly Martins, região da Vila Margarida, onde mora Gabriel Gandi Zahran Georges, um dos herdeiros do Grupo Zahran, filho do ex-deputado Gandi Jamil e neto de Ueze Zahran.
Ele e o irmão, Camillo Zahran, são investigados por vender investimentos “de fachada”. Para atrair as vítimas, os dois prometiam retorno financeiro elevado, de acordo com o delegado Fernando Tedde, da Deic. Ainda segundo a investigação os Zahran usavam o sobrenome da família para induzir empresários a investir em negócios e empresas que não existiam.
Nesta quarta-feira (28), Gabriel foi levado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Cepol (Centro Especializado de Polícia Integrada), onde foi ouvido por cerca de três horas. Já contra Camillo há mandado de prisão em aberto e ele é considerado foragido.
Gabriel é quem mais exibe a vida de luxo nas redes sociais, com viagens, festas e pescarias, sempre cercado por muitos amigos. Camilo é mais reservado na vida pública.

A segunda fase da Operação Castelo de Cartas investiga crimes de associação criminosa e estelionato. As investigações começaram em abril de 2025 e as vítimas com prejuízos milionários estão espalhadas por diferentes cidades, em Mato Grosso do Sul e fora daqui. O valor total dos golpes ainda não foi divulgado.
Os irmãos já enfrentam ou encararam a outros processos judiciais no Estado: Gabriel já respondeu por homicídio culposo em 2021, resolvido por acordo, e Camilo é alvo de uma ação de cobrança de R$ 5,3 milhões por investimentos não concretizados.
Outro lado - À reportagem, o advogado Márcio de Ávila Martins Filho, que representa os irmãos, alegou que a investigação corre sob sigilo e não pode falar sobre o caso.
Por meio da assessoria de imprensa, o Grupo Zahran informou que "as pessoas mencionadas na reportagem nunca possuíram qualquer tipo de vínculo com suas empresas". "Eles são membros da família, mas não prestam serviços, não exercem funções administrativas e não participam da gestão de nenhuma das empresas, que operam de forma independente, com governança própria e em conformidade com a legislação vigente", completa a nota.
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