Operação mira contratos de Três Lagoas e empresas por corrupção
Equipes do Gaeco e Gecoc cumprem mandados no interior e em Campo Grande
Operação na manhã desta quinta-feira (dia 6) investiga contratos da Prefeitura de Três Lagoas, a 327 km de Campo Grande. A ação é do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e 7ª Promotoria de Justiça de Três Lagoas.
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Operação realizada na manhã desta quinta-feira (6) investiga contratos da Prefeitura de Três Lagoas, a 327 km de Campo Grande. A ação é conduzida pelo Gecoc e pelo Gaeco, com equipes deslocadas a empresas de locação de caminhões e à Secretaria de Infraestrutura. Empresas em Campo Grande também foram alvos. A prefeitura foi contactada, mas não respondeu até o momento.
A "Máquinas de Areia" cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em Três Lagoas, Campo Grande, Terenos e Castilho (SP). A ação, um desdobramento da "Cascalhos de Areia", investiga contratos de R$ 100 milhões.
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Conforme apurado pelo Campo Grande News, equipes foram à empresa de locação de caminhões e à Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Trânsito de Três Lagoas. Equipe do Gecoc esteve na casa de empresário no residencial de luxo Damha, na Capital. A reportagem apurou que empresas também foram alvo da operação em Campo Grande.
O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) apurou a existência de organização criminosa composta por servidores públicos e empresários, com a finalidade de praticar crimes licitatórios, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, em contratos com a Prefeitura de Três Lagoas.
O grupo teria como finalidade fraudar a execução de contratos de locação e fornecimento de veículos, maquinários e equipamentos pesados para serviços diversos, bem como a execução de contratos de infraestrutura para revestimento primário, ambas para o município de Três Lagoas.
Entre 2018 e 2026, os contratos e aditivos somados ultrapassaram a cifra de R$ 100 milhões. As evidências revelaram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público e o enriquecimento ilícito dos investigados.
O secretário de Infraestrutura, Osmar Dias Pereira, foi alvo de busca e apreensão. “O secretário está surpreso, porque nada fez de errado; está seguro quanto a isso. Vai pedir acesso à investigação e se defenderá regularmente. Todos precisam saber que ninguém é considerado culpado de nada, antes de julgamento justo, com contraditório efetivo. A apuração ainda é preliminar, inexistindo processo ou acusação”, afirma o advogado André Borges.
O jornal solicitou posicionamento da Prefeitura de Três Lagoas e aguarda retorno. O Campo Grande News não conseguiu contato com o prefeito Cassiano Maia (PP).

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Matéria editada às 11h20 para acréscimo de informações



