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Campo Grande, Sábado, 19 de Outubro de 2019

08/10/2019 08:35

Policial civil acusado de integrar Máfia do Cigarro é reconduzido ao cargo

Gilvani da Silva Pereira, lotado em Eldorado, foi preso em setembro de 2018, acusado de integrar o grupo; outros 7 foram liberados

Silvia Frias
Um dos presos na Operação Nepsis, em setembro de 2018 (Foto/Arquivo: Adilson Domingos)Um dos presos na Operação Nepsis, em setembro de 2018 (Foto/Arquivo: Adilson Domingos)

O policial civil Gilvani da Silva Pereira, preso em setembro de 2018 durante a Operação Nepsis, foi reconduzido ao cargo de investigador na Polícia Civil de Eldorado, beneficiado com alvará de soltura expedido pela Justiça Federal de Ponta Porã.

Gilvani foi preso na investigação da Polícia Federal que apura a atuação de organização criminosa especializada em contrabando de cigarros. O alvará de soltura foi expedido pelo juiz federal Márcio Martins de Oliveira no dia 2 de outubo.

Hoje, no Diário Oficial do Estado, consta a portaria com recondução ao cargo, assinada pelo delegado Jairo Carlos Mendes, corregedor-geral da Polícia Civil.

Além dele, foram beneficiados com alvarás de soltura, concedidos no dia 2, Fábio Garcete, o Fiotão, Cleberson José Dias (acusado de ser gerente da quadrilha), José Marcos Antônio e Erico Pereira dos Santos.

No dia 24 de setembro, no processo em tramitação na 2ª Vara da Justiça Federal por contrabando ou descaminho, também foram beneficiados com liberdade Rogério Rodrigues de Lima, Aparecido Mendes da Luz Junior, o “Meio Quilo”, considerado gerente do grupo criminoso na região de Brasilândia e Cleverton da Cunha Pestanha.

Organização - Conforme o MPF (Ministério Público Federal), o grupo que atuava no contrabando de cigarros formou um consórcio milionário focado na criação de “corredores logísticos de passagem” nas rodovias que cortam Mato Grosso do Sul.

A suspeita é que a quadrilha, cuja liderança estaria dividida entre Angelo Guimarães Ballerini (“Alemão”), Carlos Alexandre Gouveia (“Kandu”), Valdenir Pereira dos Santos (“Perna”) e Fábio Costa (“Pingo”) criaram corredores de passagem em rotas predefinidas nas rodovias estaduais.

O grupo criminoso ainda teria constituído um bunker no Paraguai usado para distribuição dos cigarros, com segurança feita por criminosos “supostamente ligados ao PCC”.

Conforme a investigação, o esquema em mercadorias contrabandeadas causou prejuízo de R$ 1,5 bilhão para os cofres públicos. Estima-se que em 2017 os envolvidos tenham sido responsáveis pelo encaminhamento de ao menos 1.200 carretas carregadas com cigarros contrabandeados às regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

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