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Cidades

"Próximos 15 dias serão os mais terríveis da doença em MS", alerta Resende

Inverno e "desobediência cega" da população devem provocar crescimento mais acentuado dos números da covid em MS, diz secretário

Por Silvia Frias | 28/06/2020 11:41
Posto de exames da covid-19 no Aero Rancho, na Capital, cidade foco de preocupação da SES (Foto/Arquivo: Kisie Ainoã)
Posto de exames da covid-19 no Aero Rancho, na Capital, cidade foco de preocupação da SES (Foto/Arquivo: Kisie Ainoã)

"Os próximos 15 dias serão, no meu modo de entender, os mais terríveis da doença em Mato Grosso do Sul”. A previsão foi feita esta manhã, pelo secretário Estadual de Saúde, Geraldo Resende, ao divulgar o boletim diário do novo coronavírus (covid-19). A previsão pessimista é diretamente relacionada às baixas temperaturas do inverno.

Hoje, a SES (Secretaria Estadual de Saúde) divulgou a confirmação de 7.527 casos de covid-19 e 72 mortes em MS, destas, 43 somente no mês de junho, morte que será contabilizada no boletim de segunda-feira.

O secretário lembrou que o Estado registrou 11 mortes em maio e o crescimento exponencial de notificações e de óbitos deve fazer com que junho termine com quase 5 vezes mais casos de morte em relação ao período anterior.

“Por isso, espero que vocês possam colaborar”, disse, durante a live esta manhã, dirigindo-se “ao cidadão e à cidadã de MS”, considerado por ele os grandes responsáveis pelos índices, em decorrência dos flagrantes de aglomeração e desrespeito do isolamento social no Estado.  “Não querem colaborar, é desobediência cega”.

Hoje, o epicentro da doença está na região de Dourados. Somente o município tem 2.454 casos, seguido de Campo Grande, com 1.975 confirmações da doença. “Não é só região de Dourados que preocupa, é nossa dor de cabeça de hoje, mas, mesmo aqui, em Campo Grande, tem preocupado”, avaliou, apontado crescimento dos números também na microrregião de Corumbá.