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Cidades

Remoções de delegados ocorreram de "forma natural", garante Polícia Civil

Polícia Civil diz que mudanças de funções são corriqueiras, de acordo com interesse da administração pública

Por Silvia Frias | 11/11/2019 12:30
Remoções assinadas pelo diretor da DGPC, Marcelo Vargas Lopes, ocorreram de "forma natural" (Foto/Arquivo)
Remoções assinadas pelo diretor da DGPC, Marcelo Vargas Lopes, ocorreram de "forma natural" (Foto/Arquivo)

As mudanças e remoções publicadas hoje na Polícia Civil ocorreram de “forma natural”, efetivadas “de acordo com o interesse da administração pública, visando o melhor aproveitamento dos recursos materiais e humanos disponíveis”.

Hoje, no Diário Oficial, foi publicada relação de decretos alterando as funções de vários delegados. Esta é a 3ª “dança das cadeiras” em 2019, ano emblemático por conta das investigações de grande repercussão, como a Operação Omertà, que apura a ação de grupo de execuções comandado pelos empresários Jamil Name e Jamil Name Filho. Interceptações telefônicas mostraram relação próxima da milícia com membros da segurança pública, inclusive, com citação de delegados.

As remoções, segundo nota divulgada pela Polícia Civil, são decorrentes da aposentadoria do então Diretor do Departamento de Recursos e Apoio Policial, delegado Fabiano Ruiz Gastaldi, conforme publicação no Diário Oficial de sexta-feira (8).

Não foi esclarecida a relação direta da aposentadoria de Fabiano Gastaldi com as remoções que aconteceram na DEH (Delegacia Especializada de Homicídios), Corregedoria da Polícia Civil e 2ª DP (Delegacia de Polícia) no bairro Monte Castelo.

Saída de Pedro Espindola (à direita) atende pedido formulado por ele, diz assessoria (Foto/Arquivo)
Saída de Pedro Espindola (à direita) atende pedido formulado por ele, diz assessoria (Foto/Arquivo)

Especificamente sobre o delegado Pedro Espíndola de Camargo, a assessoria da Polícia Civil informa que atende a pedido formulado por ele, assumindo a Assessoria de Gestão de Processo e Planejamento da DGPC (Delegacia-Geral da PC).

A Polícia Civil descarta qualquer relação com a Operação Omertà. Na nota, também critica a conexão entre as mudanças e a investigação, repudiando “divulgação indiscriminada e tendenciosa de fotos de seus diretores e demais servidores dando conotação de conduta ilícita, sem qualquer prova ou indícios”. A assessoria informa que não coaduna com “matérias inconclusivas, inverídicas e sensacionalistas em detrimento de pessoas sérias”.

Mudanças – Hoje, conforme Diário Oficial, Márcio Shiro Obara deixa em definitivo a titularidade do DEH para assumir a 2ª DP. Antes desta remoção, ele estava cedido, a serviço da Polícia Civil de Ponta Porã.

O delegado Sérgio Luiz Duarte, que estava na 2ºDP, assume a assessoria especializada da Corregedoria da Polícia Civil, no lugar de Carlos Delano Gehring Leandro de Souza, que será o novo titular da Homicídios.

As mudanças foram assinadas pelo delegado-geral da Polícia Civil, Marcelo Vargas Lopes, sob a justificativa de que foram feitas após análise das necessidades da instituição, “primando pela prevalência do interesse público sobre o interesse privado, promovendo as modificações e adequações necessárias ao bom andamento dos trabalhos, levando-se em conta, o perfil de cada servidor e também a demanda do trabalho de cada Unidade Policial”

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