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Cidades

Retorno será de acolhimento emocional e avaliação cognitiva, diz secretária

"Houve perdas grandes que levarão anos para se colocar em dia", diz secretária de Educação Maria Cecília

Por Paula Maciulevicius Brasil e Caroline Maldonado | 02/08/2021 09:43
Secretária estadual de Educação, Maria Cecília Amêndola da Motta diz que prioridade de volta às aulas é acolhimento emocional aos alunos. (Foto: Marcos Maluf)
Secretária estadual de Educação, Maria Cecília Amêndola da Motta diz que prioridade de volta às aulas é acolhimento emocional aos alunos. (Foto: Marcos Maluf)

Depois de 16 meses e 16 dias de aulas presenciais suspensas, as escolas estaduais de Mato Grosso do Sul voltaram ao ensino presencial, nesta segunda-feira (2). Titular da SED (Secretaria Estadual de Educação), Maria Cecília Amêndola da Motta falou da emoção em receber os alunos e do trabalho que a pasta terá diante dos impactos da pandemia da covid-19.

"É uma grande emoção e alegria receber os alunos. Teremos acolhimento socioemocional e uma avaliação cognitiva para este retorno. Houve grandes perdas que levarão alguns anos para colocar em dia, mas estamos prontos para recuperar", diz a secretária durante entrega da reforma da Escola Estadual Vespasiao Martins, na Capital.

As aulas foram suspensas no dia 17 de março de 2020, depois dos primeiros casos de covid confirmados no Estado. Desde então, o ensino vem sendo remoto. "Se ver na internet, não é a mesma coisa de se reunir. É um momento de encontro social e afetivo e nós precisamos muito do afeto", comenta Maria Cecília.

Secretária e governador Reinaldo Azambuja estiveram presentes na entrega da reforma da Escola Estadual Vespasiano Martins. (Foto: Marcos Maluf)
Secretária e governador Reinaldo Azambuja estiveram presentes na entrega da reforma da Escola Estadual Vespasiano Martins. (Foto: Marcos Maluf)

Na Capital, são cerca de 48 mil alunos que voltam às aulas presenciais em rodízio, isso porque as salas de aula de Campo Grande só podem ter 50% da capacidade, segundo a classificação do Prosseguir (Programa de Saúde e Segurança na Economia).

A secretária falou ainda que "às duras penas", o Estado viu o quanto a questão social e emocional impacta drasticamente na aprendizagem, por isso, foi montada uma estrutura para atender aos alunos.

Sobre a volta presencial obrigatória, Maria Cecília diz que quem não puder trazer os estudantes, pode justificar. "Às vezes, o adolescente tem alguma comorbidade, fobia ou depressão. Teremos uma coordenadoria que pode atender e vai receber as justificativas", explica.

Protocolo de biossegurança é feito na entrada de todas as escolas estaduais. (Foto: Paulo Francis)
Protocolo de biossegurança é feito na entrada de todas as escolas estaduais. (Foto: Paulo Francis)
Depois de aferir temperatura, alunos passam álcool gel e por tapete sanitizante. (Foto: Paulo Francis)
Depois de aferir temperatura, alunos passam álcool gel e por tapete sanitizante. (Foto: Paulo Francis)

A secretária ainda enfatizou a importância dos pais irem pessoalmente às escolas para acompanharem todo o protocolo de biossegurança adotado. "Muitos depois que veem a escola ficam encantados com a segurança que é muito maior dentro da escola do que dos adolescentes ficarem nas ruas", frisou.

Na prática, a "acolhida" socioemocional vai mais ouvir do que falar. "Vamos mais escutar os alunos, porque eles vem com uma carga emocional delicada, assim como todos nós, que também perdemos parentes para a covid".

Cada caso será tratado de forma diferente, e segundo a secretária, os professores estão preparados para receber os alunos e identificar possíveis casos de abusos que possam ter acontecido durante a pandemia.

"No ano inteiro, os profissionais fizeram cursos para estarem preparados para isso. A escola é um porto seguro", enfatiza.

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