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Cidades

Taxa de homicídios cai na fronteira, assim como as de estupros e roubos

Apesar disso, na Capital, o indicador apresentou variação positiva de 7,14% por 100 mil habitantes

Por Lucia Morel | 06/08/2026 18:44
Taxa de homicídios cai na fronteira, assim como as de estupros e roubos
Adolescente morto em Caarapó; crime é ligado à disputa entre PCC e Comando Vermelho (Foto: Caarapó News)

A região de fronteira de Mato Grosso do Sul registrou uma redução de 2,65% na taxa de homicídios dolosos por 100 mil habitantes entre os meses de janeiro e julho dos anos de 2023 e 2026. Dados do Observatório de Segurança Pública da Sejusp (Secretaria de Estado e Segurança Pública) detalham que a taxa de casos em 2023 foi de 11,09 a cada 100 mil e este ano, de 10,80. Isso, apesar do total de casos ter subido de 133 para 136 ocorrências.

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Mato Grosso do Sul registrou queda de 2,65% na taxa de homicídios dolosos na região de fronteira entre janeiro e julho de 2023 e 2026, mas Campo Grande teve alta de 7,14% no mesmo indicador. Crimes sexuais recuaram mais de 25% na capital e no estado. Roubos caíram expressivamente, enquanto mortes no trânsito cresceram até 34% na fronteira e 29% na capital.

Apesar disso, na Capital, o indicador de homicídios dolosos apresentou variação positiva de 7,14% na taxa por 100 mil habitantes, passando de 8,24 em 2023 para 8,83 no comparativo com 2026. Em termos absolutos, Campo Grande contabilizou 74 mortes intencionais nos primeiros sete meses de 2023 e 85 casos no intervalo correspondente de 2026. No âmbito geral do Estado, a taxa por 100 mil habitantes subiu 8,61%, com o total absoluto de vítimas passando de 263 para 303.

Já os dados relativos aos crimes contra a dignidade sexual apontaram retração nas regiões avaliadas. Na soma total de estupros, a Capital teve redução de 25,76% na taxa por 100 mil habitantes, caindo de 1.159 registros absolutos em 2023 para 908 em 2026. Em todo o Estado, a diminuição da taxa para a soma total desse tipo de crime foi de 27,18%, recuando de 1.372 casos em 2023 para 1.256 em 2026. Na faixa de fronteira, o total de estupros caiu 24,46% no índice proporcional, variando de 594 ocorrências para 588 no período.

A modalidade específica de estupro de vulnerável seguiu a tendência de queda. Em Campo Grande, a variação da taxa por 100 mil habitantes foi negativa em 29,66%, com total absoluto passando de 1.005 casos para 746 no intervalo de três anos. No cômputo estadual, a redução da taxa alcançou 31,83%, com o número de vítimas passando de 1.131 para 1.003. Na região fronteiriça, a taxa de estupro de vulnerável por 100 mil pessoas caiu 28,49%, com recuo de 489 para 483 ocorrências contabilizadas.

Mais quedas - As estatísticas de roubo seguido de morte apresentaram queda expressiva na série analisada. O Estado reduziu em 81,15% a taxa desse crime, caindo de 10 ocorrências absolutas em 2023 para apenas uma em 2026. Na fronteira, a taxa variou 100%, zerando os registros em 2026, ante três ocorrências computadas em 2023. Na modalidade de roubo total no Estado, o indicador por 100 mil habitantes reduziu 55,09%, com os casos caindo de 1.630 para 1.262. Na faixa de fronteira, a queda nos roubos totais foi de 39,46% na taxa, variando de 629 para 400 episódios.

Os roubos em via urbana no Estado tiveram redução de 57,89% na taxa por 100 mil habitantes, caindo de 2.084 ocorrências em 2023 para 931 em 2026. Na região de fronteira, a diminuição desse tipo específico de roubo foi de 37,95% proporcionalmente, registrando variação de 358 para 307 casos. Os roubos ao comércio no território estadual recuaram 44,88% na taxa, de 94 para 69 casos, enquanto na fronteira o recuo proporcional chegou a 56,48%, baixando de 35 para 16 ocorrências.

Trânsito - Na contramão das reduções de crimes patrimoniais e sexuais, as ocorrências de homicídio culposo no trânsito cresceram em todas as instâncias. Na Capital, a taxa proporcional por 100 mil habitantes subiu 29,81%, com os números absolutos passando de 159 mortes no trânsito em 2023 para 200 no período de 2026.

Na faixa de fronteira, o aumento na taxa por 100 mil habitantes foi de 34,52%, passando de 93 vítimas em 2023 para 130 em 2026. No panorama geral do Estado, o crescimento na taxa desse indicador foi de 14,57%, variando de 195 mortes violentas no trânsito em 2023 para 237 em 2026.

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