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Cidades

UFMS diz que denúncia de fraude investigada pela PF partiu da instituição

Polícia Federal realizou segunda fase da Operação Lucro Espúrio ontem em restaurante do campus de Três Lagoas

Por Lucia Morel | 10/04/2026 15:24
UFMS diz que denúncia de fraude investigada pela PF partiu da instituição
ntrada do RU do câmpus da UFMS em Três Lagoas. (Foto: Divulgação UFMS)

Nota divulgada pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) afirma que a instituição foi quem notou irregularidades no restaurante do campus de Três Lagoas e denunciou o caso às autoridades. Ontem, a Polícia Federal realizou a segunda fase da Operação Lucro Espúrio.

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A UFMS informou que foi a própria instituição que identificou irregularidades no restaurante universitário do campus de Três Lagoas e denunciou o caso às autoridades. Os primeiros indícios de fraude datam de fevereiro de 2024, quando o contrato com a empresa responsável pelas refeições foi cancelado. A Polícia Federal realizou a segunda fase da Operação Lucro Espúrio, cumprindo seis mandados de busca e apreensão e aplicando medidas cautelares contra os indiciados.

Segundo a universidade, os primeiros indícios de fraude são de fevereiro do ano passado, quando cancelou o contrato com a então empresa responsável pela produção das refeições, com base em recomendação da Procuradoria Federal da UFMS. O caso foi então levado à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e à Controladoria Geral da União.

Entre fevereiro de 2025 e agosto do mesmo ano, o restaurante ficou fechado, reabrindo no mês seguinte. De lá para cá, 60 mil refeições já foram servidas no restaurante do campus de Três Lagoas, entre café da manhã, almoço e jantar.

Nesta fase da investigação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, com medidas cautelares de sequestro, arresto e bloqueio de bens móveis e imóveis dos indiciados e suas empresas.

Também foram aplicadas medidas cautelares pessoais alternativas à prisão, suspensão de contratos e proibição de contratar com o poder público. As ordens foram autorizadas pela 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande.

Em fevereiro de 2025, a PF apreendeu arquivos de carteirinhas de cerca de 150 alunos, que eram utilizadas diariamente para simular uma falsa aquisição de refeição subsidiada pelo governo.

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