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Diversão

Amor e festival de rock fizeram Maria Cândida abraçar de vez MS

Referência nacional no tema, jornalista defende que mulheres envelheçam sem culpa e sem invisibilidade

Por Thailla Torres e Natália Olliver | 30/05/2026 07:10
Amor e festival de rock fizeram Maria Cândida abraçar de vez MS
A aproximação de Maria Cândia se tornou mais intensa com MS por causa do relacionamento com o empresário Patrick Gontier, produtor do Araruna Fest. (Foto: Juliano Almeida)

Quem acompanha Maria Cândida pelas redes sociais talvez tenha percebido uma frequência cada vez maior de visitas da jornalista a Mato Grosso do Sul. Conhecida nacionalmente pela carreira na televisão e pelo trabalho voltado ao empreendedorismo feminino, longevidade e protagonismo das mulheres 50+, ela agora também aparece ligada a um universo que poucos imaginavam: o rock nacional.

Neste fim de semana, durante o Araruna Fest, em Campo Grande, Maria tem papel importante nos bastidores do evento. Ela brinca que é uma das "curadoras do festival" e ajuda a escolher parte das atrações que sobem ao palco. Mas a relação dela com o Estado começou antes.

"Eu já tinha vindo fazer palestra no meu foco, que é o feminismo, e também, muito no passado, eu já vinha fazer eventos. Mas eu não tinha ficado tanto tempo e eu não tinha entendido, quando você vem para fazer um trabalho e vai embora, o modo e a forma como as pessoas vivem aqui", conta.

Nos últimos anos, a aproximação se tornou mais intensa por causa do relacionamento com o empresário Patrick Gontier, produtor do Araruna Fest e empreendedor que investe em diferentes projetos em Mato Grosso do Sul, incluindo cultura, eventos esportivos e o futuro Shopping das Moreninhas.

"Desde que eu casei com o Patrick, o criador do festival, eu comecei a vivenciar mais Mato Grosso do Sul e também a querer usar minha expertise artística e trazer para cá algumas coisas que a gente gosta, e que são muito frequentes fora daqui", explica.

Amor e festival de rock fizeram Maria Cândida abraçar de vez MS
Patrick ao lado de Maria Cândida em um dos registros. (Foto: Arquivo Pessoal)

Ela acredita que Campo Grande tem espaço para receber formatos diferentes de eventos culturais, musicais e voltados ao empreendedorismo.

"É uma cidade que eu não diria que precisa, mas que tem potencial para receber outros formatos, sejam eles de música, eventos femininos ou não, empreendedorismo. Tem muito espaço em Campo Grande para a gente trazer outras coisas."

A jornalista diz que a relação com o Estado ainda está sendo construída. "Aos poucos a gente está conhecendo, vocês estão nos conhecendo e está surgindo essa conexão."

Além da cultura, outro tema que desperta a curiosidade dela é a forte presença dos povos originários em Mato Grosso do Sul. Maria atualmente produz a série "Menopausa Sem Fronteiras", projeto que pretende percorrer todos os continentes até 2030. "Eu tenho interesse pelos indígenas daqui porque a gente fala muito dos povos originários."

Ela afirma que pretende desenvolver projetos no Estado futuramente. "Com certeza eu vou fazer aqui em Mato Grosso do Sul, não só porque estou aqui e já conheço as pessoas daqui, mas pela paisagem muito bonita ao redor."

A mulher que fala sobre envelhecer sem culpa

Se hoje Maria Cândida percorre o país dando palestras, boa parte desse trabalho gira em torno de um tema que afeta milhões de brasileiras: o envelhecimento.

Ela defende que a sociedade precisa mudar a forma como encara a passagem do tempo para as mulheres. "Eu já me senti péssima, só que hoje eu vejo uma grande oportunidade. Eu fico muito feliz de envelhecer nesse momento que a gente pode mudar a cabeça da mulher e da sociedade. Todo meu trabalho é em cima disso."

Para ela, muitas mulheres chegam aos 40 e 50 anos carregando inseguranças que não deveriam mais existir. "Primeiro é a mulher não se sentir 'será que eu estudo?', 'será que isso vai dar certo?'. Com 40, 45 anos, essas mulheres já passaram por tantas coisas."

Maria também acredita que a menopausa precisa ser discutida de forma mais aberta. "Se você entende e aceita, e põe na sua cabeça que é uma coisa natural, muda tudo."

Do feminismo ao rock nacional

Quem vê Maria falando sobre envelhecimento feminino talvez não imagine sua ligação com o rock brasileiro dos anos 1980. Mas ela garante que essa paixão vem da adolescência.

"O Alec, do Metrô, é meu amigo desde que eu tinha 15 anos de idade. Quando surgiram RPM, Metrô, Legião, Paralamas, todo esse pessoal, eu vivi nesse meio e amava o rock."

Por isso, participar da curadoria do Araruna Fest acabou sendo algo natural. "Eu sou a grande curadora do Araruna Fest", diz rindo.

Segundo ela, a escolha de Frejat para a edição deste ano teve participação direta sua. "Eu sugeri o Frejat porque amo. É para dançar o tempo todo."

E a programação já tem novidades para o futuro. "Titãs dia 29 de agosto em Campo Grande", afirma a jornalista, que durante toda a conversa, deu a entender que sua história com o Estado está apenas começando.

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