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Interior

Júri absolve caseiro que matou produtor rural a facadas após cobrança

Crime aconteceu em abril do ano passado e autor alegou legítima defesa

Por Ana Paula Chuva | 30/05/2026 16:18
Júri absolve caseiro que matou produtor rural a facadas após cobrança
Corpo do produtor rural no local onde foi assassinado (Foto: Reprodução)

O Tribunal do Júri de Deodápolis absolveu, nesta sexta-feira (29), o caseiro Ângelo Gabriel Pereira Franca, de 56 anos, pelo assassinato do produtor rural Vilson José Tondato, de 65 anos. O crime aconteceu em abril de 2025, no interior de uma propriedade na zona rural do município a 264 quilômetros de Campo Grande.

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O Tribunal do Júri de Deodápolis absolveu o caseiro Ângelo Gabriel Pereira Franca, 56 anos, acusado de matar o produtor rural Vilson José Tondato, 65 anos, em abril de 2025. O crime ocorreu na Chácara Jardim do Éden, após discussões entre os dois. Ângelo usou faca e espingarda contra a vítima e alegou legítima defesa. Ele foi preso escondido em um galinheiro da propriedade. O júri decidiu pela absolvição.

De acordo com a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) o crime aconteceu no dia 28 de abril de 2025, por volta das 15h30, na Chácara Jardim do Éden, localizada na 15ª Linha Poente. Ângelo trabalhava como caseiro no local e morava em uma residência próxima à sede do sítio.

Investigações apontaram que o crime foi motivado por uma discussão iniciada no dia anterior, quando a vítima cobrou o funcionário de forma ríspida em um supermercado da cidade. Diante do desentendimento, ficou acertado que o Ângelo deveria deixar a propriedade no dia seguinte.

No dia do crime, após uma nova discussão na chácara, Ângelo desferiu golpes de faca contra a região do tórax e pescoço do patrão. Logo em seguida, utilizando uma espingarda calibre 28 de cano duplo, efetuou um disparo contra a face da vítima, causando sua morte imediata.

Após o ocorrido, Ângelo cobriu o corpo do produtor rural com um tecido de "sacolão", foi até a residência principal da chácara e avisou a esposa da vítima. Na ocasião, ele alegou que agiu em legítima defesa, afirmando que "era ele ou eu", e fugiu a pé em direção à mata.

A Polícia Civil e a guarnição da Polícia Militar montaram um cerco na região. O caseiro foi localizado e preso em flagrante no final da tarde do dia seguinte, escondido em um colchão dentro de um galinheiro nos fundos da própria propriedade onde o crime aconteceu. Com ele, foram apreendidos o facão e a arma de fogo.

Durante a sessão de julgamento, o Conselho de Sentença respondeu aos quesitos e decidiu absolver Ângelo da acusação de homicídio. A sessão foi presidida pelo Juiz de Direito em Substituição, Vitor Dias Zampieri.


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