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Campeão em 94, Viola vê rivais à frente na Copa, mas lembra: “Brasil é Brasil”

Ex-atacante relembrou final contra a Itália nos EUA e disse ter sido o responsável pelo tetra

Por Jhefferson Gamarra e Judson Marinho | 30/05/2026 16:35
Campeão em 94, Viola vê rivais à frente na Copa, mas lembra: “Brasil é Brasil”
Tetracampeão Viola durante evento em Campo Grande (Foto: Judson Marinho)

A menos de duas semanas da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, marcada para 12 de junho, o clima do Mundial já tomou conta de Campo Grande. Neste sábado (30), o ex-atacante Viola, campeão mundial com o Brasil em 1994, participou de uma ação voltada aos colecionadores do álbum oficial da Copa e atraiu dezenas de crianças e famílias aos pontos de troca de figurinhas promovidos pela rede de Supermercados Comper.

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O ex-atacante Viola, campeão mundial com o Brasil em 1994, participou neste sábado de uma ação para colecionadores do álbum da Copa do Mundo de 2026 em Campo Grande, promovida pelos Supermercados Comper. O jogador relembrou o tetracampeonato e avaliou a Seleção Brasileira atual, afirmando que o time não está totalmente preparado, mas pode ir longe na competição, que começa em 12 de junho.

Durante o encontro, o ex-jogador relembrou a conquista do tetracampeonato nos Estados Unidos, falou sobre a expectativa para a nova geração da Seleção Brasileira e, em tom de brincadeira, chegou a se colocar como um dos responsáveis pelo título conquistado diante da Itália.

Integrante do elenco comandado por Carlos Alberto Parreira, Viola entrou nos minutos finais da prorrogação da decisão disputada em Pasadena. A partida terminou empatada sem gols e foi definida nos pênaltis, quando o italiano Roberto Baggio isolou a cobrança que garantiu o tetracampeonato ao Brasil.

Ao recordar aquele momento, o ex-atacante arrancou risadas dos presentes.

"Vou contar uma pequena parte. Na verdade, eu fui um dos responsáveis por trazer o título para o Brasil. No momento em que o Baggio ia bater o pênalti, eu fui lá, puxei o cabelo dele e falei uma grande besteira que eu não posso repetir aqui", brincou.

Campeão em 94, Viola vê rivais à frente na Copa, mas lembra: “Brasil é Brasil”
Viola ao lado de fã em Campo Grande (Foto: Judson Marinho)

Enquanto distribuía autógrafos e tirava fotos com os fãs, Viola destacou a importância de ver crianças e adolescentes conhecendo jogadores que marcaram época no futebol brasileiro, mesmo sem terem acompanhado as conquistas de 1994 e 2002.

"É uma geração diferente, né? Esses garotos praticamente não viram a seleção de 1994 ser campeã, nem a de 2002. Agora eles estão esperando a Copa de 2026. Teve também a Copa aqui no Brasil, em 2014, e muitos não tiveram oportunidade de acompanhar tudo isso. Mas acho que é assim mesmo. Pelo menos no meu entendimento, os pais acabam passando para eles quem foram os grandes jogadores, mostrando que fulano, ciclano e beltrano eram os top dos top. Isso nos deixa muito felizes. Agora vamos torcer para que essa geração possa ver o nosso hexa e se encantar com essa conquista."

Viola também avaliou o momento da Seleção Brasileira. Para ele, algumas seleções chegam mais preparadas ao Mundial, mas a tradição brasileira segue sendo um diferencial importante.

"Na verdade, é um futebol diferente. Acho que as seleções de fora estão melhor preparadas, mas Brasil é Brasil. Eu não gosto muito de falar de agremiações, mas é como o Corinthians: sempre falam que está ruim, que está ruim, mas muitas vezes chega para vencer. E por que não a nossa seleção? Totalmente preparada eu acho que não está. Vai precisar de um tempo para se ajustar, até mesmo durante a competição. Mas nós somos brasileiros e temos que acreditar sempre. Eu acredito que o Brasil possa ir muito longe. Não sei se será campeão, mas pode chegar muito longe dentro da competição."

Com a experiência de quem disputou uma Copa do Mundo e levantou a taça mais cobiçada do futebol, o ex-atacante afirmou que a principal diferença para os jogadores é a mudança de mentalidade após a convocação.

"É um clima fantástico, porque o mundo para assistir às seleções. É um evento que acontece de quatro em quatro anos. A euforia e a emoção começam quando você é convocado. Você pensa: 'Poxa, estou na Copa do Mundo'. Depois disso, é preciso se blindar um pouco, deixar a emoção de lado e agir com foco, porque não adianta ser convocado e não acontecer nada. Você precisa treinar, estar preparado e concentrado para buscar o título."

Segundo Viola, o Brasil precisará encontrar rapidamente o equilíbrio entre juventude e experiência para competir com seleções que vêm apostando em elencos cada vez mais jovens.

"Todo mundo tem pouco tempo para treinar, não é só o Brasil. Então é preciso ter disciplina, foco, agilidade e rapidez para entrar em campo e vencer. São oito jogos para ser campeão e cada partida é uma final. Não dá para pensar em recuperar depois. Em 1994, nós encarávamos cada jogo exatamente assim: uma final. Ganhava uma, vinha outra final. Eu espero que seja assim novamente. Vamos torcer, porque Brasil é Brasil e acredito que, no mínimo, a seleção vai longe."

Revelado pelo Corinthians, Viola construiu carreira em clubes como Palmeiras, Santos, Vasco da Gama, Flamengo e também atuou no futebol da Espanha e da Turquia. Pela Seleção Brasileira, disputou dez partidas oficiais, marcou dois gols e fez parte do grupo que conquistou o tetracampeonato mundial nos Estados Unidos, em 1994.