A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

17/07/2013 17:09

Altos salários não bastam para que médicos atuem na saúde pública, diz sindicato

Bruno Chaves

Salários exorbitantes de R$ 20 mil, R$ 30 mil ou R$ 40 mil não são suficientes para fazer com que médicos atuem na saúde pública do interior do Estado e do Brasil. A falta de estrutura em unidades básicas de saúde e nos hospitais de pequeno porte faz com que os profissionais da saúde prefiram atuar nos grandes centros.

Segundo o presidente do Sinmed-MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul), Marco Antônio Leite, a falta de profissionais na saúde pública é causada, em sua maioria, pela falta de condições de trabalho. “Só oferecer altos salários não atrai. É necessário melhorar condições de trabalho”, avalia dizendo que não faltam médicos no Brasil.

Para Marco, “não se pode colocar um estetoscópio no pescoço e sair para fazer um atendimento ou cirurgia”. Ele conta que muitos locais de trabalho não oferecem medicamentos, laboratórios e até aparelhos de raio-x. “Como um médico vai fazer diagnóstico de pneumonia em uma cidade que não tem raio-x?”, questiona.

O problema da infraestrutura das unidades públicas de saúde e dos hospitais de pequeno porte também é relatado pelo presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Douglas Figueiredo.

Para Douglas, a falta de recursos faz com que exames simples, como tomografia e ressonância magnética, demorem até um ano para serem realizados. “Em muitos casos, o SUS (Sistema Único de Saúde) não realiza, o município não tem receita e o cidadão acaba tendo que recorrer à Justiça”, lembra.

Com essas explanações, tanto o presidente do Sinmed-MS, como o da Assomasul, apontam que salários altos não são o suficiente para manterem um profissional atuando no setor público do interior. “O médico pode até ir para o interior, mas fica lá por três ou quatro meses e retorna”, conta Marco.

Por isso, para que a saúde pública funcione, de fato, é necessário que se “faça um estudo macro”, conforme o entendimento de Douglas. “Vai crescer o número de médicos e tem que crescer a oferta de recursos, já que o número de exames, cirurgias e medicamentos também irão aumentar, além de sobrecarregar mais”, opina.

Programa Mais Médico – Depois de ser lançado pelo Governo Federal no dia 8 de julho, o Programa Mais Médicos registra em sua primeira semana a inscrição de 11.701 médicos, além de 753 municípios inscritos.

Do total de profissionais que deram início ao cadastro, 9.366 se formaram no Brasil e 2.335 no exterior, 10.786 são de nacionalidade brasileira e 915 estrangeiros. Lançado pela presidenta da República Dilma Rousseff na semana passada, o programa ampliará a presença de médicos em regiões carentes, como municípios do interior e periferias de grandes cidades.

Quem tiver interesse no programa pode se inscrever até o dia 25 de julho no site do Ministério da Saúde, www.saude.gov.br. Os médicos participantes receberão bolsa federal de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde, ajuda de custo e farão especialização em Atenção Básica.



Existe muito cooperativismo na medicina, tudo para manter altos salários e baixa concorrência, o Governo investe altíssimo nos filhos da classe burguesa através de Universidades Públicas para não ter um retorno digno através do serviço público obrigatório. Isso tem que acabar!
 
Carlos Magno em 18/07/2013 13:50:46
ALTO SALÁRIO NÃO BASTA PARA ELES, ELES QUEREM ALTOS SALÁRIOS E NENHUMA CONCORRÊNCIA E CONSULTÓRIO LUXUOSA EM BAIRRO NOBRE!!
 
Rúbio Ramos em 17/07/2013 17:50:56
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions