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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

29/01/2008 08:52

Após 19 meses, família sepulta menina morta em Miranda

Redação

Uma família de Miranda, município a 212 quilômetros de Campo Grande, vive nesta terça-feira uma triste despedida. Dezoneve meses depois que a filha, Camila Florenciando Pereira, de 9 anos, foi assassinada, os restos mortais da menina serão sepultados nesta tarde, no cemitério municipal da cidade, às 16h.

Tanta demora ocorreu porque só na semana passada foi identificada, em Campo Grande, a ossada encontrada dois meses depois do desaparecimento de Camila, em um matagal na cidade. O despacho do juiz Cláudio Muller Pareja autorizando o funeral foi dado na sexta-feira, 25 de janeiro, diante da confirmação de que os restos mortais encontrados, ossos e cabelo, eram mesmo de Camila.

A família só pôde fazer o velório e sepultamento hoje porque parte da ossada estava na Capital para identificação. O IML (Instituto Médico Legal) atribuiu a demora no procedimento a um defeito em um aparelho analisador de DNA, problema que o Campo Grande News apontou por diversas vezes em reportagens no ano passado.

Crime bárbaro - Camila foi vítima de um crime que chocou a cidade e que se tornou ainda mais dramático diante da demora em identificar os restos mortais para que a família pudesse fazer o funeral. Pela apuração policial, ela foi estuprada por três dias seguidos por três homens, dois deles menores de idade à época, e teve o corpo queimado. Os adolescentes, que hoje tem 18 anos, são Rodrigo da Silva, 18 anos, e Adeilson Sâbala Rodrigues, já foram punidos, com medida de internação, pelo práximo máximo permitido na lei.

Os outros acusados estão sendo processados. São réus no processo por homicídio doloso o trabalhador braçal Moisés da Silva Cabral, de 30 anos, e Elaine Nascimento de Carvalho. Aparece ainda uma terceira mulher, Tânia Dias Moura, que chegou a ser presa, mas teria sido inocentada pelos homens que confessaram ter participado do crime.

Eliane teria atraído a adolescente para a emboscada dos outros três homens, oferecendo doces à menina, que foi vista pela última vez no dia 20 de junho de 2006, andando de bicicleta.

Na época, o tio de Camila, Jair Pereira, chegou a ser preso pelo crime, e depois foi retirado da lista de réus. Na cidade, uma versão corrente é que o crime teria relação com uma vingança programa por Rodrigo, em razão de uma desavença de um tio dele com Jair.

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