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Campo Grande, Domingo, 20 de Janeiro de 2019

20/12/2018 15:47

Após agressão na Máxima, agentes voltam a cobrar uso de armas em presídios

Silvia Frias

Depois de caso de agressão no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, registrado nesta quinta-feira, o Sindicato dos Agentes Penitenciários voltou a cobrar que o governo do Estado permita o uso de armas letais e não letais, além de oferecer treinamento e qualificação para o trabalho de segurança nas unidades penais.

“Nosso maior receio é justamente agora, no período de Natal e Ano Novo”, ressalta o presidente do sindicato, André Luiz Santiago. Hoje ele foi ao presídio para ter mais detalhes sobre a agressão sofrida por agentes penitenciários durante a revista na cela 122, no pavilhão 2 da Máxima. Conforme boletim de ocorrência, 21 detentos vão responder por desacato e resistência.

Santiago diz que esse seria o 9º caso de agressão registrado por agente penitenciário no Estado recentemente. O sindicato encaminhou um ofício, em setembro deste ano, ao secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, alegando que é “crucial” que Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) para que os servidores recebam treinamento e capacitação, com direito de usar armas letais e não letais, além de equipamentos de proteção individual.

De acordo com Agepen, o uso das armas está sendo estudado por comissão formada por servidores, que avaliam quais armas podem ser usadas, em qual situação e em que unidades penais.

Sobre as armas, o Secretário de Segurança Pública, Antônio Carlos Videira,  diz que "o que existir de mais moderno e a lei permitir, eu aprovo". Mas segundo ele, a legislação ainda está em analise para ficar claro o que pode e o que é vetado dentro dos presídios.

Videira garante que a Agepen já tem dinheiro para compra de equipamentos o que inclui armas,  "mas tem de se observar a legislação", comenta sem maiores análises. 

O responsável pela Sejusp diz ainda que para 2019 haverá reforço no sistema, com formação de 500 novos agentes, melhorar a segurança e ativar a nova unidade da Gameleira, que será inaugurada em 2019.

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