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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

14/08/2009 13:15

Atendente aciona MPF por agressão de delegado da PF

Redação

Uma ex-funcionária da empresa de estacionamento Jet Car, que presta serviços para o Aeroporto Internacional de Campo Grande, acionou o MPF (Ministério Público Federal) contra o delegado Fernando Romero, supervisor da PF (Policia Federal) no Estado.

Ela afirma que ele a agrediu na madrugada da última sexta-feira (7), depois de ficar irritado ao ser informado de que teria de pagar para deixar um carro no local.

Segundo a denúncia, Andréia Moreira de Souza, de 33 anos, trabalhava na guarita por volta das 2h quando o delegado chegou, acompanhado de outro policial federal.

Como as normas para isenção no local ficaram mais rigorosas, por determinação da Infraero, a atendente informou ao delegado que ele teria de pagar quando saísse pelo estacionamento, pois não estava a serviço do aeroporto. As normas começaram a vigorar no dia 3 deste mês,

Conforme Andréia, depois de estacionar o carro, o delegado voltou à guarita, exaltado. "Ele começou a colocar a credencial no meu rosto e a dizer que era para eu entregar meu RG porque estava presa", conta.

A atendente relata que ainda respondeu dizendo que aquilo era 'abuso de poder', e diz que recebeu uma ameaça como resposta. "Você vai ver o que é abuso de poder quando eu te encontrar lá fora", afirma.

De acordo com Andréia, ele a chamou de 'vagabunda' por várias vezes e a puxou da guarita onde estava sentada. "Ele me derrubou, caiu por cima de mim e eu comecei a gritar para ele me largar", detalha.

Nesse momento, a atendente chamou o colega de trabalho para ajudá-la. Depois da confusão, um supervisor da empresa a levou para dentro de uma sala. De lá, ela saiu em um camburão da Polícia Federal, direto para a delegacia da PF e o delegado seguiu viagem, de avião.

Andréia afirma que duas viaturas da PF, com policiais armados, foram buscá-la no aeroporto. "Eu fui no camburão, humilhada no meu serviço, na frente de todo mundo", revela. "Se fosse uma pessoa qualquer teria que ligar no 190. Mas, como era ele, foram dois camburões para me buscar", protesta.

Na Delegacia - A ex-atendente alega ter passado a madrugada toda na delegacia. Na denúncia protocolada no MPF (Ministério Público Federal), ela conta que o delegado de plantão, cujo nome não foi citado, se recusou a colocar no depoimento dela as partes em que Fernando a havia chamado de 'vagabunda' e feito ameaças. Mesmo assim, com medo, Andréia assinou a versão que fizeram como sendo seu depoimento, justifica.

Entretanto, ao trazer o depoimento de Fernando, que não estava na delegacia, havia partes que apontavam supostas agressões. No documento, constava que a atendente havia mordido o delegado. "Eu me recusei a assinar. Aí ficou todo o mundo irritado", diz.

Segundo Andréia, os policiais afirmaram que, caso não assinasse aquela versão, ela 'pegar seis meses de cadeia'. A ex-atendente não aceitou e os policiais fizeram outra versão para seu depoimento, incluindo as agressões do delegado.

"Aí eu estava tão cansada que assinei tudo. Mas não sei qual das duas versões eles usaram", pontua.

Retaliação - Menos de uma semana após a confusão no aeroporto, ela foi mandada embora da empresa para a qual trabalhava há quatro anos. Sem explicação aparente, porque ela estava cumprindo as regras repassadas, ela questiona a demissão. "A ordem que deram para nós é que todo o mundo tem de que pagar", destaca Andréia.

A mudança no protocolo do estacionamento do aeroporto foi encaminhado pela Infraero à empresa e determina que sejam isentos do pagamento apenas funcionários de órgãos públicos que estiverem com viatura caracterizada e "a serviço do aeroporto".

Quem precisar de isenção do estacionamento fora dessas condições deve, segundo o documento, procurar a administração da Infraero e apresentar uma justificativa.

Para Andréia, era direito do delegado reclamar do atendimento dela e até das novas normas do aeroporto. Entretanto, deveria ter procurado o supervisor da empresa e feito isso da maneira adequada. "O delegado poderia ter agido pelas normas. Se eu estivesse errada, eles iriam me mandar embora", diz Andréia.

A Polícia Federal foi procurada por diversas vezes para esclarecer o caso, mas ninguém quis se manifestar.

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