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Cidades

Auditoria ouve 32 testemunhas de defesa sobre jogatina

Por Redação | 26/02/2010 14:36

Nesta sexta-feira, a Auditoria Militar ouviu algumas das 117 testemunhas de defesa dos 20 acusados na Operação Las Vegas. Foram ouvidas 12 pessoas de manhã e 20 à tarde no auditório do Tribunal do Júri.

O major da reserva da Polícia Militar, Sérgio Roberto Carvalho, acusado de ser o chefe de uma quadrilha para explorar a jogatina, arrolou sete testemunhas, mas que serão ouvidas por meio de cartas rogatórias e precatórias em São Gabriel do Oeste (MS), Maranhão, Bolívia e Colômbia.

A defesa não detalha quem são essas pessoas e a audiência é feita sob sigilo, desde a manhã de hoje, no Fórum de Campo Grande.

Nove meses depois, os advogados ainda tentam transferir Carvalho do presídio federal de Campo Grande para o estabelecimento militar. Ele está na unidade administrada pelo Depen (Departamento Penitenciário Nacional) desde 22 de maio do ano passado.

Carvalho foi para o presídio federal a pedido dos juízes da Execução Penal, Francisco Gerardo, e da Auditoria Militar, Alexandre Antunes da Silva. Eles alegaram, na época, questões de segurança.

Segundo a advogada de defesa, Nabiha Maksoud, o pedido foi feito porque Carvalho não está de acordo com o perfil do interno da penitenciária federal, que é de alta periculosidade ou integrar organização criminosa que representa ameaça à sociedade.

Outro advogado de defesa, Manoel Cunha Lacerda, ressaltou que o major Carvalho só foi denunciado por explorar jogos de azar, que, pela legislação brasileira, é contravenção pena. "Existe até um projeto no Congresso Nacional para legalizar a exploração dos caça níqueis", explicou.

No entanto, o pedido de transferência está sendo analisado, de acordo com Cunha, há cerca de cinco meses pela Justiça Federal. Carvalho poderá ir para o presídio militar, onde continua detido outro preso na Operação Las Vegas, o capitão Paulo Roberto Teixeira Xavier.

O que pesa contra o pedido de transferência do major é que, quando cumpria pena por tráfico de drogas, ele foi flagrado com doláres e celulares dentro da cela do presídio militar, e acusado de comprar privilégios dentro da unidade.

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