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Cidades

Bairro onde comerciante morreu tem alto índice de crimes

Por Redação | 08/05/2010 13:37

Rodeados por bocas-de-fumo, comerciantes da avenida das Bandeiras, na Vila Nhá Nhá, em Campo Grande, são reféns da insegurança.

Há poucos metros do mercado Maninho, cujo proprietário morreu na madrugada deste sábado após ser baleado em um assalto, o comerciante Luiz Carlos Cabreira relata que há três meses experimentou a desesperadora situação de ter o cano de um revólver encostado em seu corpo. No gatilho, o dedo de alguém que não tem nada a perder. "Enquanto a gente está despreparado, eles vêm pronto para tudo".

Ele relata que estava sozinho na loja de material elétrico, quando um homem chegou e pediu uma peça, quando foi para o interior do imóvel, o homem se aproximou e anunciou assalto. Felizmente, Luiz Carlos só perdeu o celular e uma pequena quantia em dinheiro. "Se levam o dinheiro, a gente abre o comércio no outro dia e ganha outro. Perder a vida é muito pior".

Com medo, ele foi obrigado a investir cerca de R$ 2,5 mil em segurança. Na tentativa de não voltar a ser alvo de bandidos, ele contratou um vigia e instalou alarme e câmeras. Outra norma é nunca deixar apenas uma pessoa trabalhando no estabelecimento comercial. "Tive que investir em segurança. Se não tem, não tem sossego".

Os arrombamentos de comércio também se avolumam na região. "A polícia fala que é normal por causa das bocas-de-fumo", relata Elizângela da Silva Hora, proprietária de uma gráfica. A loja foi arrombada há dois meses.

Mas por duas vezes tentaram arrombar sua casa, que fica no piso superior do comércio. Em uma ocasião, o ladrão chegou a ser preso, pois não conseguiu sair do imóvel. "Como era menor de idade, no outro dia ele estava na calçada em frente à loja, olhando para mim. A gente fica com muito medo".

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