Mulher de "Frescura" pede liberdade para cuidar dos filhos com menos de 12 anos
Ela foi encaminhada ao Presídio Feminino Irmã Irma Jorge, em Campo Grande

Presa pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) durante a Operação Camuflagem, deflagrada nesta quinta-feira (26) em Sidrolândia, Juliana Paula da Silva já acionou a Justiça com um pedido de liberdade provisória. Encaminhada ao Presídio Feminino Irmã Irma Jorge, na Capital, ela tenta substituir a custódia preventiva pela prisão domiciliar.
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Juliana Paula da Silva, presa durante a Operação Camuflagem em Sidrolândia, solicitou liberdade provisória para cuidar de dois filhos menores de 12 anos, sendo um deles com necessidades especiais. Ela é esposa de Ueverton da Silva Macedo, conhecido como "Frescura", também detido na operação. A ação, desdobramento da Operação Tromper, prendeu cinco pessoas acusadas de participar de esquema de lavagem de dinheiro. O grupo utilizava contas bancárias de terceiros e empresas registradas em nome de comparsas para ocultar valores de origem ilícita.
A defesa, representada pelo advogado Arlei de Freitas, baseia o pedido no fato de Juliana ser mãe de duas crianças menores de 12 anos, uma delas com necessidade de cuidados especiais. Esposa de Ueverton da Silva Macedo, o “Frescura”, que também foi alvo de mandado de prisão, ela se dispõe a cumprir a medida com ou sem o uso de tornozeleira eletrônica. A petição ainda aguarda análise do magistrado.
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Além do casal, a ofensiva de hoje prendeu Evertom Luiz de Souza Luscero, Gedielson Cabral Nobre e Flaviana Barbosa de Sousa. Segundo apuração da reportagem, até o momento, não houve protocolo de pedido de soltura para os demais detidos.
Desdobramento – A Operação Camuflagem é um desdobramento da Operação Tromper, que teve quatro fases entre 2023 e 2025. Conforme o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o aprofundamento das investigações revelou um esquema de lavagem de dinheiro, focado na ocultação e dissimulação de bens e valores.
O nome da ação remete à estratégia do grupo para esconder a origem e a titularidade do dinheiro ilícito por meio de uma rede de apoio.
“Conforme apurado, a estrutura investigada envolvia o uso de contas bancárias de terceiros, empresas formalmente registradas em nome de comparsas e a interposição de pessoas para a realização de pagamentos e movimentações financeiras em benefício do investigado e de sua família, inclusive durante período de segregação cautelar”, destacou o Ministério Público em nota oficial.
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