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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

04/02/2010 09:42

Buraco deixa presos em contato com advogados na Máxima

Redação

Buraco aberto há pelo menos um ano, na tela que "separava" presos e advogados na sala destinada ao atendimento dos internos, deixa os dois lados em contato. Na tarde de ontem, uma advogada foi flagrada quando fazia "atos libidinosos" com um detento.

Comunicado encaminhado à Agepen e que deve ser repassado à OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil, de Mato Grosso do Sul), pede providência em relação à profissional. Agentes penitenciários foram esta manhã ao 3º DP (Distrito Policial) registrar a ocorrência.

A reportagem apurou que, por meio do buraco, Aelinton Amaro Pinto, 27 anos, colocou a mão esquerda no peito da advogada dele, de 41 anos, que estava com a blusa aberta. Já com a outra mão, ele se masturbou.

O tamanho do buraco permite, por exemplo, que uma mão com celular ou drogas passe de um lado para outro.

Entre os presidiários, o buraco já ficou conhecido como "internet", porque coloca os internos em contato com o mundo externo.

O diretor do presídio, João Bosco, afirmou ter solicitado orçamento para trocar o arame por vidro. No entanto, ainda pela manhã, o buraco não havia sido fechado.

Reincidente - Em 20 de outubro, Aelinton Amaro Pinto, 27 anos, o "Playboy", foi flagrado com documentos falsos.

Ele é apontado pela Polícia como um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital) em Mato Grosso do Sul e estava com o veículo Blazer da advogada, quando foi preso por policiais do Garras (Grupo Armado de Repressão e Resgate a Assaltos e Sequestros) no Jardim Seminário.

Playboy acumula antecedentes por roubo e tráfico. A advogada também tem passagem por lesão corporal e ameaça.

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