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Capital

Escritura na mão, alívio no peito: famílias do Parati deixam espera de 40 anos

Regularização entrega 104 títulos e garante segurança jurídica a moradores da Capital

Por José Cândido | 19/03/2026 09:00
Escritura na mão, alívio no peito: famílias do Parati deixam espera de 40 anos
Secretário Walter Carneiro Júnior: "Depois de décadas de espera, moradores do Jardim Parati recebem escrituras e comemoram a segurança de ter a casa oficialmente no próprio nome."

Quatro décadas de espera cabem em uma folha de papel — mas o peso simbólico vai muito além. Foi assim que 104 famílias do Conjunto Jardim Parati, em Campo Grande, saíram da incerteza para a segurança jurídica ao receberem a escritura definitiva de seus imóveis.

RESUMO

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O Governo de Mato Grosso do Sul entregou escrituras definitivas para 104 famílias do Conjunto Jardim Parati, em Campo Grande, após 40 anos de espera. A ação faz parte do programa de regularização fundiária estadual, que prevê a entrega de 725 documentos na região.Desde a criação do programa, 21.775 títulos de propriedade foram entregues no estado, sendo 1.268 somente em 2026. A iniciativa, conduzida pela Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul, visa garantir segurança jurídica e acesso a crédito para famílias que construíram suas vidas em áreas consolidadas há décadas.

Para quem construiu a vida no bairro sem ter, oficialmente, a posse da casa, o documento chega como um divisor de águas. Mais do que regularizar terrenos, a entrega marca o fim de uma longa espera e o início de uma nova fase, com direito a crédito, investimentos e, principalmente, tranquilidade.

A ação faz parte do programa de regularização fundiária do Governo do Estado, que prevê a entrega de 725 documentos na região. A iniciativa busca corrigir um passivo histórico e ampliar o acesso à propriedade formal, especialmente em áreas consolidadas há décadas.

Representando o governador Eduardo Riedel, o secretário da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, destacou que a regularização é uma das políticas com maior impacto direto na vida das pessoas.

“Não é apenas um papel. É a garantia de um direito, é cidadania na prática”, afirmou.

Segundo ele, o avanço do programa tem sido possível com o trabalho da Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab), responsável por conduzir o processo técnico e jurídico das regularizações.

A escritura, além de reconhecer oficialmente a posse, abre portas. Com o documento em mãos, o morador pode financiar melhorias, acessar crédito e planejar o futuro com mais segurança.

“Quando o cidadão recebe a escritura, ele passa a ter autonomia sobre o que construiu. Isso muda tudo”, reforçou o secretário.

Números que mostram alcance

Somente em 2026, já foram entregues 1.268 títulos de propriedade em Mato Grosso do Sul. Desde a criação do programa, o total chega a 21.775 documentos — um indicativo da dimensão da política pública no Estado.

Para o diretor-executivo da Agehab, Ubiratan Rebouças Chaves, a regularização fundiária é uma das ações mais efetivas do poder público. “É o tipo de política que sai do papel e transforma vidas”, resumiu.

Histórias que esperaram décadas

Entre os beneficiados, a emoção tem endereço certo. Morador desde 1986, o aposentado Ademar Freire da Silva viu o sonho antigo finalmente se concretizar. “Agora posso dar mais segurança à minha família”, disse.

A espera também foi longa para Odete Ferreira Dotes, que não escondeu a alegria ao receber o documento. “Esperei 40 anos. É uma felicidade que não dá para explicar.”

Já Antônio Pereira Centurião destacou o impacto para as próximas gerações. “Agora tenho certeza de que vou deixar esse patrimônio para meus filhos. É uma segurança que não existia antes.”

Próximos passos

A regularização fundiária deve avançar para outros bairros de Campo Grande e municípios do interior, segundo o governo estadual. A meta é ampliar o alcance do programa e reduzir o número de famílias que ainda vivem sem documentação formal de seus imóveis.

Na prática, cada escritura entregue representa mais do que um título: é o reconhecimento de histórias construídas ao longo do tempo — agora, com endereço definitivo no papel.