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23/08/2013 11:05

Capital define locais de médicos e cubanos devem chegar em outubro

Aline dos Santos
Representante do ministério discutiu com prefeitos e secretários a chegada dos médicos.  (Foto: João Garrigó)Representante do ministério discutiu com prefeitos e secretários a chegada dos médicos. (Foto: João Garrigó)

Os profissionais do programa federal “Mais Médicos” chegam a partir de 2 de setembro a Mato Grosso do Sul. Em Campo Grande, ao todo, já estão confirmados 14 médicos, sendo sete brasileiros e a outra metade composta por portugueses e espanhóis.

Já os profissionais cubanos devem vir para a região Centro-Oeste no mês de outubro. Nesta sexta-feira, o Ministério da Saúde realizou, na Capital, reunião com prefeitos e secretários de Saúde para preparar a chegada dos médicos aos municípios.

De acordo com o titular da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Ivandro Correa Fonseca, os médicos brasileiros vão para a região Oeste de Campo Grande, distribuídos pelas unidades básicas de saúde do Jardim Antártica, Los Angeles, Noroeste, Jardim Batistão, Jardim Botafogo e Aero Itália. Esta última vai receber dois profissionais.

O critério de escolha dos postos foi a falta de profissionais dentro do quadro já existente. “Nesta primeira etapa, mais de 150 mil pessoas serão beneficiadas de imediato”, afirma. Segundo o secretário, ações como a ampliação do horário de atendimento, o mutirão de consultas e, agora, o de cirurgias foram medidas tomadas para amenizar o déficit de profissionais.

Com 5.320 habitantes e localizado na faixa de fronteira com o Paraguai, o município de Caracol paga salário de R$ 28 mil, mas, até hoje, só conta com um médico na rede pública. “Os médicos não têm interesse de morar na cidade, querem locais maiores. Nada contra os médicos se valorizarem, mas não consigo entender”, diz o prefeito Manoel Viais (PT), ao comentar o desinteresse dos profissionais.

A cidade vai receber uma médica do programa federal. “Ela mora em Jardim, mas se formou na Espanha”, conta o prefeito. Sobre a estrutura que a profissional vai encontrar, Viais diz que é compatível com a atenção básica. “Mas exames mais avançados só as grandes cidades do Estado têm, como Campo Grande e Dourados”, salienta.

No Estado, 45 municípios solicitaram 217 médicos ao programa. Na primeira etapa, incluindo médicos brasileiros, formados no exterior e estrangeiros, 25 optaram por Mato Grosso do Sul. Foram cinco cidades contempladas: Campo Grande, Caracol, Corumbá, Ponta Porã e Sete Quedas.

Prefeito de Caracol conta que médicos recusam salário de R$ 28 mil. (Foto: João Garrigó)Prefeito de Caracol conta que médicos recusam salário de R$ 28 mil. (Foto: João Garrigó)
Segundo Ivandro, neste mês Capital recebe médicos portugueses e espanhóis. (Foto: João Garrigó)Segundo Ivandro, neste mês Capital recebe médicos portugueses e espanhóis. (Foto: João Garrigó)

De acordo com a representante do Ministério da Saúde, Ana Paula Cerca, o governo federal tem a responsabilidade de levar o médico ao município, custear a bolsa de R$ 10 mil, a especialização e Previdência. Já as Prefeituras vão pagar pela moradia e alimentação.

Diretora do Departamento de Gestão e Regulação do Trabalho em Saúde, Ana Paula explica que, como o número de profissionais inscritos no Mais Médicos não atendeu a demanda, foi firmado acordo bilateral com Cuba. Também deve ser feito convênio com a organização humanitária “Médicos sem Fronteiras”.

Dos profissionais de Cuba, os 400 primeiros serão direcionados para as regiões Norte e Nordeste. Conforme a diretora, a região onde se localiza o Estado será contemplada a partir de outubro. Pesa a favor de Mato Grosso do Sul o fato de ser área fronteiriça. O trabalho dos estrangeiros será supervisionado pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

Cronograma – Conforme o Ministério da Saúde, a previsão é que os médicos estrangeiros inscrito no programa comecem a atuar a partir de 16 de setembro. Antes, eles vão passar por aulas e avaliações sobre saúde pública brasileira e língua portuguesa, totalizando carga horária de 120 horas. Estão aberta até 30 de agosto as inscrições para a segunda etapa do “Mais Médicos”.

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e muito triste a situaçao dos medicos escravos cubanos, por ano o Brasil pagara 200 milhoes ao governo cubano, financiando a ditadura e tirania dos governantes e os pobres medicos receberao 50 milhoes e nao poderam trazer suas familias, que sao obrigados a vir e obdecer ao governo!!
 
daniela dias em 24/08/2013 00:51:29
Isso é uma medida eleitoreira!
Por que de repente se importaram com a saúde? E sobre a melhoria dos hospitais e postos de saude? Espero que nem eu nem minha família precise destes médicos cubanos, provavelmente brasileiros escolhidos pelo MST para fazer medicina em Cuba. Tenho certeza que nenhum político inclusive a Presidenta Dilma e os prefeitos que estão estimulando a vinda desses médicos vão colocar seus familiares na mãos destes médicos...
 
Joao Correia em 23/08/2013 15:11:10
Nada contra o povo cubano. Tudo contra o governo que tiraniza e rouba o cidadão. Pior o governo brasileiro que compactua com Cuba. Os médicos devem receber seu rendimento integral e fazerem o quem bem quiserem com o salário de seu trabalho. Desta maneira é escravidão. Nossa presidente que defende tanto o direito a cidadania, respeito, democracia.... vive só de teoria, prática de direitos, respeito e dignidade com o ser humano não sabe o que significa. É´indigno explorar um cidadão que não pode se defender. Qualquer estrangeiro habilitado pode atuar em nosso pais, nada contra. Aberração é considerar que quantidade vai equipar os postos de saúde com o tudo que seja necessário. Os exames médicos, internações, medicação virão de MARTE?????
 
Elza Silva em 23/08/2013 13:17:48
Erudilho Nabuco, que parte você não entendeu que o governo federal abriu inscrição para o Programa Mais Médicos, e a prioridade era para médicos brasileiros, e houve pouco interesse da categoria??? Mais que pouco interesse, houve boicote.
 
Marcia Silva em 23/08/2013 12:49:37
É a que ponto chegamos, já não bastava a barbárie da violência agora vamos começar a explorar mão de obra escrava, o governo cubano paga U$ 100,00, para um médico, e os feitores de escravos vão embolsar a diferença, que em 3 anos vai chegar a 1,5 bilhões.
 
Marco Aurélio em 23/08/2013 12:37:59
legal....que sejam bem vindos, vamos dar trabalho pra quem REALMENTE quer trabalhar, dedicar e honrar a profissão que escolheu ....
 
maria Oliveira em 23/08/2013 11:55:57
Penso que deveria primeiro oportunizar aos milhares de estudantes brasileiros que estudam e se formam em outros países, principalmente da américa do sul; óbvio que depois de devidamente qualificados e aprovados p/ tal. Trazer médicos de Cuba acho um absurdo pois eles não vão receber quase nada, vão trabalhar em locais sem estrutura e a troco de cama e comida, pois o $ vai para os comunistas do governo cubano que repassa uma merreca e mantém esses profissionais quase que como escravos e com medo que eles não retornem ao país, mantém suas famílias por lá. Apesar do pífio governo que temos, não poderíamos dar esse apoio ao governo Castrista, é absurdo o que eles fazem com os cidadãos. Após oportunizar aos locais é que deveria abrir p/ estrangeiros e com critérios. CUBA NÃO.
 
Erudilho Nabuco em 23/08/2013 11:44:59
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