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Campo Grande, Terça-feira, 22 de Outubro de 2019

31/07/2019 11:25

"Foi brincadeira", diz garoto que levou agulha para escola e furou 9 alunos

O episódio aconteceu na manhã de ontem (30), na Escola Municipal Professora Elizabel Maria Gomes de Telles, na Vila Santa Luiza

Viviane Oliveira e Ronie Cruz
Delegada mostra a agulha que mede 1 milímetro (Foto: Ronie Cruz) Delegada mostra a agulha que mede 1 milímetro (Foto: Ronie Cruz)

O adolescente de 15 anos, levado para prestar depoimento depois de furar nove colegas de sala com uma agulha de insulina de 1 milímetro, afirmou em depoimento à Polícia Civil que, "foi uma brincadeira". O episódio aconteceu na manhã de ontem (30), na Escola Municipal Professora Elizabel Maria Gomes de Telles, na Vila Santa Luiza, em Campo Grande. 

Conforme a delegada Fernanda Félix, da Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude), no total foram nove adolescentes com idades de 12 e 13 anos que foram perfurados ou arranhados, sendo cinco meninos e quatro meninas. O garoto que levou o objeto para a escola não tem passagem pela polícia. Ele contou que achou a agulha na rua na sexta-feira passada e resolveu levar para a escola. O fato aconteceu 8h15 da manhã de ontem (30) durante a aula de inglês. 

O professor percebeu uma reação estranha e ao verificar o que estava acontecendo foi informado sobre o fato pelos alunos da sala. Inicialmente, ele achou que fosse um lápis, só depois descobriu que se tratava de uma agulha. A diretora e a mãe do garoto foram acionadas. Todos os alunos feridos foram levados para o posto de saúde para passar por exames. 

Agulha que o menino encontro na rua (Foto: Ronie Cruz) Agulha que o menino encontro na rua (Foto: Ronie Cruz)
Caso é investigado pela delegada Fernanda Félix (Foto: Ronie Cruz) Caso é investigado pela delegada Fernanda Félix (Foto: Ronie Cruz)

"A partir do prontuário médico será feito o exame de corpo de deleito". Segundo a delegada, será instaurando auto de apuração de ato infracional para juntar todas as evidências e reunir exames médicos, depoimentos das vitimas, dos Guardas Municipais e dos professores. Ao final do procedimento, todo material probatório vai para o Judiciário. O juiz, então, vai decidir a medida socioeducativa que se ajusta a conduta do adolescente infrator.

Quanto a transmissão de alguma doença infectocontagiosas, a delegada explicou que a agulha é subcutânea, ou seja, não chega ao músculo. Entre as medidas que podem ser aplicadas ao adolescente estão: a prestação comunitária, semiliberdade, liberdade assistida ou internação em caso mais grave.

Caso - Depois de ser levado para diretoria da escola, onde foi feita uma ata para registrar o caso, o adolescente foi encaminhado pela Guarda Municipal para a Deaij. O adolescente e a mãe foram ouvido pela polícia e na sequência liberados. O professor de inglês que estava dando aula também prestou depoimento e relatou que ficou muito assustado com a situação.

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