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Capital

"Investigação da década", diz delegado-geral sobre ação que evitou furto a banco

Transporte das toneladas de dinheiro seria feito em caminhão, segundo o chefe da Polícia Civil , Marcelo Vargas

Por Anahi Zurutuza e Aline dos Santos | 14/01/2020 11:43
Delegado-geral Marcelo Vargas durante coletiva de imprensa (Foto: Henrique Kawaminami)
Delegado-geral Marcelo Vargas durante coletiva de imprensa (Foto: Henrique Kawaminami)

Se tivessem conseguido chegar ao cofre do Banco do Brasil em Campo Grande, a quadrilha presa a “poucos passos” de furtar a agência levaria cerca de R$ 200 milhões e o transporte das toneladas de dinheiro seria feito em um caminhão, que foi apreendido. Os detalhes foram divulgados pelo delegado-geral, Marcelo Vargas, durante coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (14).

O chefe da Polícia Civil elogiou a Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) “pela investigação da década” e ter impedido o maior furto a banco do Brasil. No assalto ao Banco Central, em Fortaleza (CE), em 2005, organização criminosa conseguiu tirar cerca de R$ 160 milhões do cofre que acessaram por túnel de 80 metros. Na Capital, o acesso subterrâneo já havia atingido 70 metros de comprimento.

Segundo o delegado, durante seis meses de trabalho, a equipe identificou dezenas de participantes no esquema – a estimativa é que cheguem a 50 envolvidos. “Era quadrilha bastante complexa, vários segmentos, quase uma empresa, negócio bem organizado mesmo”.

Vargas revelou ainda que a Garras investiga a hipótese de participação de funcionários do banco no plano. “É óbvio que para você saber com precisão o local do cofre, período que teria um montante maior de dinheiro disponível no cofre, pode ser, não estou afirmando, pode ser que tenha algum tipo de favorecimento, não digo dos servidores do banco, mas a própria segurança dos bancos, via de regra, são terceirizadas. Essa é uma hipótese investigada”.

O delegado-geral prometeu “desdobramentos” da operação que prendeu sete pessoas e terminou com dois mortos no dia 22 de dezembro, embora o inquérito já tenha sido finalizado. “Vai ter outras fases, algumas em outros Estados da federação. Temos que prender o líder, o organizador da quadrilha. Estamos trabalhando para acontecer neste ano”.

Túnel aberto a partir de casa na Rua Minas Gerais, no Bairro Coronel Antonino. (Foto: Henrique Kawaminame/Arquivo)
Túnel aberto a partir de casa na Rua Minas Gerais, no Bairro Coronel Antonino. (Foto: Henrique Kawaminame/Arquivo)
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