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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

21/12/2017 09:46

"Já posso morrer", comemora padre sobre definição de padroeira de MS

Medida ainda precisa ser sancionada pelo governador para valer de fato

Mayara Bueno
Padre Dirson Gonçalves durante novena na Perpétuo Socorro. (Foto: André Bittar/Arquivo).Padre Dirson Gonçalves durante novena na Perpétuo Socorro. (Foto: André Bittar/Arquivo).

"Temos uma padroeira no nosso querido Mato Grosso do Sul", comemora o padre Dirson Gonçalves, líder da igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Campo Grande. A proposta torna a santa que dá o nome ao santuário a padroeira do Estado.

Sob protestos de evangélicos, a medida foi aprovada na sessão de quarta-feira (21) na Assembleia Legislativa de MS. Ainda falta a sanção do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), mas já é motivo de comemoração pelo padre.

Em um áudio emocionado divulgado ontem, o líder católico afirma que a oficialização de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é um "prêmio". "Se eu morresse hoje à tarde, morreria feliz. Porque deixamos Nossa Senhora oficialmente padroeira do Estado. É uma coisa que não tem preço".

Dirson afirma na gravação que o governador prometeu anteriormente que sancionaria o nome. O padre é 'famoso' não só nas novenas que ministra às quartas-feiras, mas também nas redes sociais, onde mantém pelo menos 40 mil seguidores.

Votação - O projeto, de autoria do deputado Paulo Siufi (PMDB), causou desconforto em parte dos deputados, principalmente os que compõem a bancada evangélica. Durante a sessão o deputado Herculano Borges (SD), pediu uma análise da proposta e o adiamento da votação, o que foi rejeitado pela maioria dos deputados.

Em seu argumento, Borges afirmou que o assunto é delicado e apesar de respeitar o catolicismo e o próprio deputado Paulo Siufi, acreditava que um projeto que contempla apenas parte de uma população não deve ser constitucional. O deputado apontou ainda que as reclamações não se limitavam aos evangélicos, mas também a alguns católicos.

Paulo Siufi lembrou que a decisão não interfere nos padroeiros já definidos pelo municípios, e também não resultará em um novo feriado.

 



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