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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

04/11/2015 14:49

"Maníaco da internet" repete versão de que só atacou garotas de programa

Filipe Prado
Maníaco da internet repete versão de que só atacou garotas de programa

O garçom João Carlos Ribeiro, 34 anos, acusado de estuprar cinco mulheres que conheceu pelas redes sociais entre julho e setembro deste ano, mantém a versão de que as vítimas eram garotas de programa. O "maníaco da internet", como ficou conhecido, estuprou pelo menos cinco mulheres.

Conforme a delegada Rosely Molina, da Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher), o suspeito está detido na Delegacia da Mulher, onde estão apurando o caso. Mesmo nos novos depoimentos, o garçom continuou a assegurar que as vítimas consentiram com o sexo e seriam profissionais do sexo.

Diligências ainda estão sendo feitas para apurar detalhes sobre os crimes, mas conforme a delegada não há novos registros de outras vítimas. Essa semana o suspeito será transferido para a Derf (Delegacia de Repreensão a Roubos e Furtos).

Caso – João utilizava as redes sociais para encontrar as mulheres. Todas as informações eram anotadas em uma folha, que foi apreendida na sua casa no Jardim Morenão, no dia 2 de outubro deste ano.

O primeiro caso ocorreu no Jardim Aero Rancho. A delegada Franciele Candotti, da Deam, contou que o autor invadiu a casa da vítima de 24 anos, amarrou-a e a colocou em cima da cama deitada de bruços. Ele praticou o estupro e depois andou pela casa em busca de objetos para roubar. O homem ainda praticou sexo com a mulher por pelo menos três vezes.

Depois o estuprador levou a mulher para dentro do banheiro, onde retirou as cordas e mandou não contar sobre o caso para ninguém, pois ele sabia onde ela morava. Em todos os casos o garçom usava roupas pretas, touca e uma mochila, onde carregava preservativos e a corda.

Os outros casos ocorreram nos dias 21 de agosto, no Bairro Guanandi, 18 de setembro, no Jardim Montevideu, e 29 de setembro, no Santa Luzia, sempre repetindo o “modus operandi”. A delegada destacou que João retirava a touca antes de sair da casa. Este detalhe, entre outras características, ajudou na sua identificação do autor.

No dia 16 de setembro, conforme a delegada Marília Brito Martins, o autor invadiu uma casa no Bairro Parati, porém a vítima conseguiu escapar, antes que ele a estuprasse.

João Carlos está preso e vai responder pelo estupro das cinco mulheres. Caso condenado, a pena dele pode chegar até 10 anos de prisão para cada caso.



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