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Campo Grande, Terça-feira, 23 de Abril de 2019

26/10/2018 11:17

“Pensei que ele estava desmaiado”, diz jovem que matou estilista asfixiado

O crime aconteceu há pouco mais de 2 anos, na noite do dia 4 de setembro de 2016, na Rua Patriarca, na Vila Taquarussu

Viviane Oliveira e Bruna Pasche
Alan durante depoimento nesta manhã no Tribunal do Júri. Ele respondia ao processo em liberdade (Foto: Henrique Kawaminami)
Alan durante depoimento nesta manhã no Tribunal do Júri. Ele respondia ao processo em liberdade (Foto: Henrique Kawaminami)

Em depoimento durante julgamento que acontece desde as 8h desta sexta-feira (26), Alan Silva Santos, 22 anos, réu confesso pelo assassinato do estilicista Altivane Ramos Borges, 54 anos, disse que no dia do crime foi embora da residência da vítima sem saber que ela estava morta. “Pensei que estava desmaiado”.

O crime aconteceu há pouco mais de 2 anos, na noite do dia 4 de setembro de 2016, na Rua Patriarca, na Vila Taquarussu, em Campo Grande. Alan matou Altivane asfixiado durante encontro sexual na casa dele.

O autor contou que conheceu o estilicista pelo Facebook. Os dois começaram a conversar, trocaram fotos íntimas e tiveram um encontro. Depois dessa primeira vez que se viram, o estilista teria insistido para rever o rapaz, mas Alan não queria. Até que no dia dos fatos, o autor resolveu ceder à insistência, mas garante que os dois tinham combinado que apenas sairiam para conversar.

Eles se encontraram no Terminal Bandeirantes, passaram em uma conveniência. Lá, compraram seis latinhas de cerveja. Já na casa da vítima, os dois cozinharam e jantaram. O jovem teria tentado ir embora, mas a vítima o impediu. Os dois trocaram socos e durante a briga, o rapaz deu uma “gravata” em Altivane, que morreu. Alan disse que motivo da briga foi porque a vítima queria manter relação sexual sem preservativo. 

Ele garante que não sabia que o estilicista estava morto. Porém, saiu da casa no carro da vítima, levando as latinhas de cerveja vazias e os utensílios que ele utilizou para jantar, além do celular da vítima. Tudo isso era para despistar a polícia e não ser identificado pelas digitais. Antes de ir embora, Alan pegou Altivane no colo e o colocou sobre a cama.

A promotora Lívia Carla Bariani pediu a condenação de Alan por homicídio qualificado pelo uso de asfixia e por furto do celular. O resultado do julgamento será divulgado à tarde. Antes do crime, Alan não tinha passagem pela polícia.  



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