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Campo Grande, Sexta-feira, 26 de Abril de 2019

22/02/2019 10:55

Acusação falta e júri de comparsa em assassinato na Praça do Rádio é adiado

O crime aconteceu em 2016, na noite do dia 31 de janeiro, na Avenida Afonso Pena, na Praça do Rádio Clube

Viviane Oliveira e Mirian Machado
Casal quando foi julgado em 2017. Kielvnn foi condenado e Iris absolvida pelo júri (Foto: arquivo/Campo Grande News) Casal quando foi julgado em 2017. Kielvnn foi condenado e Iris absolvida pelo júri (Foto: arquivo/Campo Grande News)

Marcado para esta sexta-feira (22), o julgamento de Iris Adriana Barbosa da Silva, 25 anos, acusada de envolvimento no assassinado de Thais Giedry Borges dos Santos, 22 anos, ocorrido há 3 anos, foi adiado para o dia 13 de março porque a assistente de acusação, Benedito Arthur de Figueiredo Neto, não pôde comparecer, foi intimidado de última hora.

O crime aconteceu em 2016, na noite do dia 31 de janeiro, na Avenida Afonso Pena, na Praça do Rádio Clube, em Campo Grande. Iris atraiu a vítima até o local para que o marido dela, na época, Kielvnn de Moraes, 27 anos, cometesse o crime. Os dois foram julgados no dia 17 de fevereiro do ano passado.

Kielvnn foi condenando a 18 anos de prisão em regime fechado pelo homicídio - qualificado como hediondo, por motivo torpe e sem chances de defesa da vítima. Já Iris Adriana foi inocentada pelo júri. A defesa dela alegou que a ré foi coagida pelo marido a participar do crime, sob ameaças de Kielvnn. No entanto, a assistente de acusação pediu para anular o julgamento com relação a Iris por entender que a acusada concorreu para o crime ao atrair a vítima até o local.

“A decisão dos jurados de absolver Íris do crime mostra-se contrária às provas dos altos, razão pela qual, com o parecer, dou provimento ao recurso do assistente de acusação para anular o Júri e determinar que outro seja elaborado”, conforme acórdão do Tribunal de Justiça ao julgar recurso do assistente acusação.

Caso - O casal atraiu a vítima para o local do crime por mensagens de celular e ligações feitas por Iris, que supostamente mantinha relacionamento extraconjugal com Thais. Iris namorou Thais antes de conviver com Kielvnn. O casal teve uma filha, que também foi usada para atrair a vítima à praça. Iris afirmou a ex-namorada que a bebê, que tinha apenas nove meses na época, estava doente e perguntou se ela não queria vê-la. O combinado foi de se encontrarem na praça, em frente ao local onde a vítima trabalhava como garçonete.

Thais foi até a praça, cumprimentou o casal e ao se abaixar para beijar o bebê, foi agarrada pelos cabelos e teve a garganta cortada com uma faca, segundo investigação feita pela Polícia Civil. O casal fugiu voltando para a casa onde moravam, em Ribas do Rio Pardo - onde dias depois foram presos.



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