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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

23/07/2014 11:21

Acusado de assassinato em festa junina vai a julgamento após oito anos

Renan Nucci
Cleyton nega o crime diante da Justiça. (Foto: Marcos Ermínio)Cleyton nega o crime diante da Justiça. (Foto: Marcos Ermínio)

Passados oitos anos após o crime, Cleyton Roberto da Silva Velasquez será finalmente julgado pela morte de Fábio Mosciaro da Silva. O julgamento acontece na manhã de hoje (23), na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. O réu é acusado de homicídio qualificado, por ter dificultado a defesa da vítima.

Consta na denúncia do Ministério Público Estadual (MPE/MS) que, na noite de 18 de junho de 2006, Cleyton desferiu vários tiros contra Fábio após desentendimento em uma festa junina. Fábio estava com outras três meninas, sendo duas delas a ex-namorada e a ex-cunhada do réu, além de mais três rapazes, quando foi convidado para ir a outra festa na região.

No trajeto, o grupo foi abordado por Cleyton que afirmou querer resolver uma ‘treta’ naquele momento, quando sacou um revólver e efetuou os disparos fatais. Ainda conforme relatos do MPE/MS, antes de ser baleado Fábio teria dito que não queria confusão.

Após o suposto crime o autor fugiu, se escondendo em Brasilândia, retornando posteriormente para Campo Grande, onde se apresentou às autoridades do 2° Distrito Policial. Ele nega as acusações e afirma que soube dos fatos por meio de terceiros, e que só fugiu porque descobriu que pessoas ligadas à vítima o estavam culpando.

“Eu fugi porque amigos de Fábio queriam me matar. Na noite do caso, depois que soube o que aconteceu, me escondi  na casa de vizinhos, com medo que me matassem. Algumas pessoas passaram em frente da minha casa e atiraram, por isso, alguns dias depois minha família e eu deixamos a cidade”, disse Cleyton.

Ele conta que momentos antes dos disparos, estava na festa junina onde viu a ex-namorada e a ex-cunhada com Fábio, que era seu colega, e que ficou lá por um tempo e depois foi embora. Mais tarde, quando estava em casa, recebeu a visita de um amigo de infância identificado apenas como Wesley, que teria lhe relatado uma confusão no grupo de Fábio.

“Fui avisado da briga e voltei para ver o que estava acontecendo com Fábio, quando me deram um soco no rosto. Eu cai, e corri para a casa um pouco atordoado. Tomei um banho, jantei, e já de madrugada, quando estava me preparando para dormir. Wesley voltou e falou que Fábio tinha sido morto e que estavam me acusando. Me avisou pra fugir porque queriam me matar. E foi o que eu fiz”, explicou. O juiz Aluízio Pereira dos Santos, titular da Vara, analisa os autos.



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