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Capital

Acusado de matar corretora é condenado a 21 anos de prisão por latrocínio

Crime foi premeditado, motivado por roubo de carro; corpo da vítima foi deixado em mata no Jardim Los Angeles

Por Dayene Paz | 10/02/2026 12:17
Acusado de matar corretora é condenado a 21 anos de prisão por latrocínio
Corretora foi morta no dia 21 de maio de 2024, em Campo Grande. (Foto: Arquivo | Redes sociais)

Foi condenado a 21 anos de prisão o réu Fabiano Garcia Sanches, acusado de matar a corretora de imóveis Amalha Cristina Mariano Garcia, de 43 anos, em um crime marcado por extrema violência e motivação financeira. A sentença foi proferida no dia 6 de fevereiro de 2026 pelo juiz de Direito Roberto Ferreira Filho, que reconheceu a prática de latrocínio - roubo seguido de morte - e ocultação de cadáver.

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Fabiano Garcia Sanches foi condenado a 21 anos de prisão pelo assassinato da corretora de imóveis Amalha Cristina Mariano Garcia, de 43 anos, ocorrido em Campo Grande em maio de 2024. O crime foi caracterizado como latrocínio e ocultação de cadáver.A vítima foi atraída à casa do acusado e brutalmente agredida. Após ser transportada no porta-malas de seu próprio veículo até o Porto Seco, foi novamente atacada até a morte. O corpo foi encontrado em área de mata por um guarda civil metropolitano. O criminoso tentou vender o carro da vítima, sendo posteriormente preso e confessando o crime premeditado.

De acordo com a decisão, Fabiano foi condenado a 20 anos de reclusão pelo latrocínio e 1 ano por ocultação de cadáver, além do pagamento de 20 dias-multa, fixados em 1/30 do salário mínimo vigente à época do crime.

O assassinato ocorreu no dia 21 de maio de 2024. Conforme apurado na investigação, a vítima foi atraída até a residência do acusado, no Jardim Centenário, sob o pretexto de um encontro. No local, Amalha foi brutalmente agredida com socos, chutes e golpes contundentes, tendo a cabeça batida contra móveis e paredes, até perder a consciência.

Mesmo gravemente ferida, a corretora foi colocada no porta-malas do próprio carro, um Jeep Renegade branco, e levada até a região do Porto Seco, no bairro Jardim Los Angeles. Ali, segundo a acusação acolhida pela Justiça, Fabiano percebeu que a vítima ainda estava viva e voltou a agredi-la, desta vez com pedras e pedaços de madeira, até causar sua morte. A causa foi confirmada como traumatismo cranioencefálico por ação contundente.

Acusado de matar corretora é condenado a 21 anos de prisão por latrocínio
Fabiano durante depoimento na Deam em 27 de maio de 2024. (Foto: Reprodução)

Após o homicídio, o corpo de Amalha foi arrastado para uma área de mata e parcialmente coberto, numa tentativa de ocultação. O cadáver foi localizado horas depois por um guarda civil metropolitano durante um treinamento, após a identificação de manchas de sangue e objetos pessoais espalhados pelo asfalto.

O veículo da vítima foi usado pelo réu nos dias seguintes e chegou a ser oferecido para venda por valor muito abaixo do mercado, o que levantou suspeitas. O carro acabou sendo encontrado abandonado em um terreno no Núcleo Industrial, na Capital. Impressões digitais de Fabiano foram localizadas no automóvel.

Acusado de matar corretora é condenado a 21 anos de prisão por latrocínio
Delegada e peritos no local onde cadáver foi encontrado. (Foto: Kamila Alcântara)

Durante o cumprimento do mandado de prisão, Fabiano confessou o crime, relatando que tudo foi premeditado com o objetivo de roubar o veículo da vítima. A Justiça entendeu que as provas técnicas, testemunhais e a confissão formaram um conjunto robusto, suficiente para a condenação.

Na sentença, o juiz destacou a gravidade extrema dos fatos, a violência empregada e o fato de o crime ter sido cometido com frieza e finalidade de lucro, afastando qualquer tese de morte acidental. Com a condenação, Fabiano seguirá cumprindo pena em regime fechado.

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